Política

CORRUPÇÃO NO STF

Gilmar Mendes aparece na Lista de Furnas

segunda-feira 21 de novembro| Edição do dia

Faz parte da Lista de Furnas, que contém beneficiários do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que ocorreu em 2000, o nome de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal. No entanto, há pelo menos um ano, a lista foi engavetada pelo procurador Geral da República Rodrigo Janot. A lista é conhecida desde 2012, mas até agora não foi investigada, um dos motivos é justamente o nome de Gilmar Mendes, que teria recebido por volta de R$ 185 mil, enquanto atuava na Advocacia Geral da União no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

Na lista, confirmada e citada diversas vezes na delação da Lava Jato, está o nome de Aécio Neves (PSDB). Porém, Janot não pode aceitar a denúncia contra Aécio, já que, aceitando-a, torna a Lista de Furnas como prova, colocando Gilmar Mendes também como possível réu. Com a instabilidade e queda de diversos ministros do governo Temer, a proteção aos aliados se torna uma necessidade extrema.

O surgimento do nome de Gilmar na lista mostra como o judiciário não é neutro, preservando os interesses da classe dominante, tentando manter a governabilidade do país. Sérgio Moro é um exemplo, quando se perdeu ao dizer que não há influência ou motivação partidária nas investigações da Lava Jato. O favorecimento ao PSDB é nítido, quando Aécio Neves, citado em cinco delações, continua ileso e sem ameaça de se tornar réu.

Gilmar Mendes, acima de tudo, pretende preservar o PSDB para as eleições de 2018, pois alguns partidos estarão enfraquecidos na disputa (como o PT). Com o governo golpista de Temer instável e desagradando banqueiros e empresários, os tucanos pretendem se colocar como alternativa para implementar os ataques contra os trabalhadores.




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