Política

Gilmar Mendes, amigo pessoal do "Rei do Ônibus",determina pela terceira vez liberação do empresário

Gilmar Mendes, pela terceira vez, concedeu habeas corpus para o empresário Jacob Barata, envolvido em um esquema de corrupção na área de transportes no Rio de Janeiro. Amigo pessoal do empresário, sendo o padrinho de casamento da filha dele, está em processo contra o ministro pedido de suspeição sua devido a esse envolvimento pessoal. Mesmo assim, pela terceira vez Gilmar Mendes determinou sua liberação.

sábado 2 de dezembro| Edição do dia

No dia de ontem, sexta feira (01), Gilmar Mendes acrescentou mais uma ação de absurda parcialidade ao seu longo histórico de decisões para beneficiar políticos e empresários próximos a ele. O ministro do STF concedeu, pela terceira vez, habeas corpus para liberação do empresário Jacob Barata, conhecido como Rei do Ônibus, pelo seu envolvimento num esquema de corrupção na área de transportes no Rio de Janeiro.

A parcialidade do ministro no caso é tão evidente, que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pediu a suspeição (quando se considera um juiz inapto para atuar em um caso por motivos subjetivos), o impedimento (por razão objetiva e definida por lei, como grau de parentesco entre o juiz e o investigado) e a nulidade das decisões de Gilmar Mendes em casos da operação Ponto Final, que apura o esquema de corrupção no Rio.

Segundo Janot, Gilmar e sua mulher, a advogada Guiomar Mendes, possuem laços estreitos com a família de Barata Filho: teriam sido padrinhos de casamento da filha do empresário, Beatriz Barata, em 2013; as famílias teriam negócios no Nordeste; e o escritório em que Guiomar trabalha defendeu interesses dos investigados na operação.

Entretanto, como o pedido do ex-procurador-geral ainda não foi devolvido ao STF pela atual procurado, Raquel Dodge, Gilmar Mendes continua promovendo descaradamemente tais atos de arbitrariedade. Além da liberação de Jacob Barata, Gilmar Mender também concedeu habeas corpus a Lelis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio), que teve participação no esquema.

Os dois haviam sido presos novamente, dessa vez refente a Operação Cadeia Velha, devido a ação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal que encontrou documentos que comprovam a permanência do empresário na atuação a frente de sua empresa, descumprindo as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

A decisão do ministro foi com base ao argumento da defesa do empresário, de que essa operação, Cadeia Velha, apuraria os mesmos fatos da Operação Ponto Final, da qual os envolvidos já haviam sido liberados. Segundo Gilmar a prisão preventiva dos acusados teria o propósito de contornar a decisão anterior do STF. Entretanto, o empresário foi preso novamente, justamente, por descumprir as medidas cautelares impostas peo STF.

Relembre o caso: http://www.esquerdadiario.com.br/Jacob-Barata-rei-da-mafia-do-onibus-no-Rio-e-preso-enquanto-tentava-fugir-do-pais

http://www.esquerdadiario.com.br/Gilmar-Mendes-manda-soltar-Jacob-Barata-empresario-dos-onibus-no-Rio-e-seu-amigo-pessoal




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