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SAÚDE PÚBLICA DE MG

Gestão da FHEMIG obriga trabalhadores da saúde com Covid-19 a trabalhar normalmente

Nos hospitais da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais circula uma escandalosa orientação por parte da direção da rede que obriga todos trabalhadores assintomáticos, incluindo os casos suspeitos e confirmados de Covid-19, a trabalhar normalmente.

domingo 14 de junho| Edição do dia

Submeter trabalhadores da saúde e usuários à contaminação por Covid-19: em outras palavras, é essa a orientação que deu a gestão da FHEMIG aos trabalhadores da rede, em cujos hospitais circulam a ordem de que todos os trabalhadores assintomáticos trabalhem normalmente, mesmo aqueles que foram testados e estão comprovadamente contaminados pelo coronavírus. Ou seja, o médico que preside a FHEMIG prefere “esquecer” que os assintomáticos também transmitem o vírus, tudo isso para obedecer Zema. A orientação é que aqueles chamados de “contactantes” usem máscaras cirúrgicas, enquanto que os “servidores em geral” usem apenas máscara comum.

A repugnante determinação exige o uso de equipamento que a própria direção da FHEMIG não oferece equipamentos de segurança suficientes para seus trabalhadores, os obrigando a mesma máscara por muito mais tempo do que o que seria seguro em um ambiente que possui alta carga viral. As máscaras que seriam mais seguras, do tipo N95, mal são citadas na orientação, já que estão em falta nos hospitais graças ao descaso do governador Romeu Zema, que não destina a verba minimamente necessária à saúde.

A decisão da direção da FHEMIG escancara o descaso pela vida dos trabalhadores que estão atuando na linha de frente no combate ao coronavírus. Obrigar os servidores da saúde que possuem suspeita e, ainda mais perverso, confirmação para Covid-19 é deixar esses trabalhadores para morrer, colocando ainda seus colegas de trabalho e pacientes em risco.

Nós do Esquerda Diário nos juntamos aos trabalhadores nessa luta por melhores condições de trabalho e segurança, além da liberação dos trabalhadores em grupo de risco, com sintomas, suspeita e, sobretudo, confirmação da Covid-19, para que nenhum trabalhador morra por descaso da diretoria da FHEMIG e dos governos municipais como o de Kalil e estadual de Zema. Lutemos pelas demandas das e dos trabalhadores da saúde e, mais ainda, para que sejam eles a gerir o SUS, e todo o sistema de saúde, com a estatização sem indenização do sistema privado.




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