ATO DIA 29

Geraldo Alckmin adere ao #EleNão: luta das mulheres ao lado de golpistas escravistas?

segunda-feira 24 de setembro| Edição do dia

Já é um fato bastante conhecido o ato que está sendo impulsionado para o próximo sábado, dia 29, que se intitula “mulheres contra Bolsonaro”. O que não tem sido noticiado são as manobras eleitorais no interior do ato, que buscam transformar o movimento de mulheres em palanque eleitoral para candidaturas reacionárias e conciliadoras. Nesse marco, é de se chamar a atenção e ligar o sinal de alerta a adesão de ninguém menos que Geraldo Alckmin e Ana Amélia ao ato em propaganda eleitoral na TV.

Trata-se ninguém menos do que o tucano governador do Estado de São Paulo, responsável direto por buscar destruir a educação no Estado - deixando professores sem aumento por 4 anos e envolvido num escândalo de desvio de verbas da merenda das crianças, envolvido também diretamente da demissão de dezenas de metroviários (num dos mais importantes ataques anti-sindicais do país nos últimos anos), com escândalos de corrupção no metrô, responsável pela violência policial sistemática contra o povo negro e também por atacar os direitos das mulheres. Essa figura política do golpismo tucano, a cara do PSDB nas eleições presidências, diz que “apoia” o movimento e o ato do dia 29, num claro curso de querer se apropriar da luta das mulheres e transformá-la num palanque eleitoral para reacionários.

O pior é que sua candidata a vice, Ana Amélia, conhecida como a rainha do golpismo no Sul, uma das ruralistas mais reacionárias do país, que faz parte do PP, um partido herdeiro direto do ARENA da ditadura militar, também aparece como “apoiadora” do ato, como parte da chapa de Alckmin. É chamativa essa postura vinda de uma senadora que sempre votou todas as medidas contra o direito das mulheres, incluindo a reforma trabalhista (que chega a retirar direitos até mesmo da mulher gestante) ou como no direito ao aborto, que Ana Amélia sempre foi contrária, negando direito das mulheres ao próprio corpo.

Sobre essa entrada de reacionários para "apoiar" o ato do dia 29, a candidata a deputada estadual pelo MRT, em filiação democrática no PSOL, Maíra Machado expressou: “O conjunto das entidades de mulheres, organizações operárias, do movimento estudantil e o conjunto dos coletivos envolvidos, bem como as mulheres que constroem o ato, devem rechaçar abertamente a participação de qualquer golpista e reacionária nesse ato. Não existe unidade possível com essa direita ruralista e herdeira da escravidão no país. Não vamos deixar canalizar nosso ódio contra Bolsonaro em uma “unidade” de petistas com golpistas. Vamos denunciar com toda a força se quiserem transformar nosso ato em palanque eleitoral para o PT, e mais ainda se para isso permitirem esses reacionários quererem falar no ato. Deixar reacionárias como Ana Amélia falarem no ato, fazendo campanha para Alckmin, equivale a uma traição do movimento de mulheres”.




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