Sociedade

DORIA PRIVATISTA

Geógrafo prova que Dória vai prejudicar os mais pobres ao privatizar setor de medicamentos

Estudo realizado por estudante de Geografia da USP revela como Dória irá prejudicar os mais pobres ao privatizar distribuição de medicamentos e produtos de saúde.

sexta-feira 3 de março de 2017| Edição do dia

O estudante de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Hugo Nicolau Barbosa Gusmão, publicou em seu blog Desigualdades Espaciais um estudo sobre o fechamento das farmácias públicas pela gestão do tucano João Dória. Hugo divulgou mapas com o objetivo de “analisar quem serão os principais afetados pelo fechamentos das farmácias e a transferência da distribuição dos medicamentos para a rede privada”, como descreve no blog.

O programa de Dória para supostamente melhorar a distribuição de medicamentos na cidade, é fechar as farmácias municipais cuja distribuição é feita pelas farmácias localizadas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Assistência Médica Ambulatorial (AMA), e transferir a distribuição para hospitais e farmácias da iniciativa privada, como Hospitais Oswaldo Cruz, HCor e Sírio Libanês, todos na região da Avenida Paulista, além da rede de farmácias Drogasil e Droga Raia. A proposta causou indignação entre usuários das UBS, farmacêuticos, servidores da saúde, além de estudantes de cursos da saúde e movimentos sociais.

Nos mapas consta a localização das três maiores redes privadas de farmácias em São Paulo (Drogaria São Paulo, Drogasil e Drogaraia) em comparação com a rede pública de farmácias unificadas nas UBS e as AMAS. Através deles, o futuro geógrafo também conseguiu refutar o discurso de Dória e do secretário municipal de saúde Wilson Pollara de que o sistema atual “não funciona, tem alto custo, problemas logísticos e existem faltas frequentes de medicamentos” e a alterativa seria passar para a iniciativa privada.

O estudo comprovou que a distribuição de medicamentos e outros produtos fornecidos pelo município, caso se dê em redes privadas de saúde, ficará localizado nas regiões centrais, ou seja, a distribuição que hoje é feita pelas poucas UBS e AMA existentes na periferia deixará de existir e isso obrigará os moradores dessas regiões percorrerem longas distâncias para conseguir medicamentos e outros produtos.




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