LAVA-JATO

Genro de delator que incriminou Lula é indicado por Bolsonaro para presidir a Caixa

O novo presidente da Caixa Econômica Federal é genro de Leo Pinheiro, que incriminou Lula em delação premiada no caso do Triplex do Guarujá.

quinta-feira 10 de janeiro| Edição do dia

Imagem: GGN

Segundo o revelado pela matéria da Carta Capital, o novo presidente privatista da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, é nada mais nada menos do que Genro de Leo Pinheiro, executivo da OAS que foi preso pela Lava Jato e liberado da cadeia após assinar um acordo de delação premiada feito sob medida para incriminar Lula no caso do Triplex.

Guimarães tomou posse no dia 7 de janeiro no Palácio do Planalto, em cerimônia da qual participaram Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. O futuro presidente da Caixa é sócio-diretor do Banco Brasil Plural e doutorando em economia pela Universidade de Rockester (EUA), tendo como tese as privatizações no Brasil. Tal indicação mostra o plano do ultra neoliberal de privatizar a estatal, ainda que não tenha indicado isso a curto prazo.

Leo Pinheiro, o sogro de Guimarães, é figura conhecida dos noticiários, sua prisão se deu por causa das propinas pagas à políticos em troca do favorecimento de sua empreiteira, a OAS. O que pouco se fala nos noticiários é sobre o esquema das delações premiadas, com o qual a Lava Jato lucrou muito “seguindo a lei” e negociando com grandes capitalistas que, para serem liberados das prisões, incriminavam através de suas delações, outros figurões.

Que a Lava Jato era desde o início uma operação para aplicar os interesses do imperialismo, nós do Esquerda Diário denunciamos desde o início. Já a relação familiar criada este estes agentes e o projeto de privatizações, entrega do Pré-Sal e das riquezas nacionais e submissão do Brasil aos EUA, isso vem ficando cada dia mais claro para todo o povo brasileiro ver, com um presidente que saúda a bandeira americana, eleito com a ajuda de seu super-Ministro, Sérgio Moro, que deu o golpe nas eleições com a ajuda desta delação do sogro de Pedro Guimarães.

Guimarães mal assumiu e já anunciou que pretende atacar os funcionários, as poupanças, os financiamentos, o próprio banco. É uma verdadeira Black Friday da riqueza nacional, sendo entregue de bandeja para os ruralistas e os representantes de Donald de Trump que por alguma coincidência do destino falam português e nasceram no Brasil, mas defendem cegamente a submissão do país aos Estados Unidos.

Para enfrentar esse programa de privatizações e a entrega total do patrimônio nacional, as centrais sindicais como a CUT e a CTB devem romper com sua paralisia e convocar em cada espaço de estudo e trabalho um plano de mobilização que organize uma enorme greve geral contra os ataques de Bolsonaro, Paulo Guedes e toda a sua equipe, contra as privatizações, reformas e ataques a direitos e pelo não pagamento da dívida pública.




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