INTERVENÇÃO NO RJ

General quer licença para matar sem nova Comissão da Verdade

General do Exército quer que as ações (leia-se "mortes") cometidas pelos militares durante intervenção federal no Rio de Janeiro não sofram punição com a criação de uma nova "Comissão da Verdade", que apurou diversos casos de assassinatos e torturas no período da ditadura militar no Brasil.

terça-feira 20 de fevereiro| Edição do dia

Na manhã desta segunda-feira, em uma reunião com o conselho nacional da república, o general Eduardo Villas Bôas, general do Exército, disse ser necessário dar aos militares a "garantia para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade" no futuro, após o golpista Michel Temer informar da intervenção federal no Rio de Janeiro.

A Comissão da Verdade foi criada para apurar os crimes de tortura e mortes
promovidas pelos policiais e pelos militares durante a ditadura. Mesmo depois disso, diversos crimes cometidos pelos policiais em ação não foram investigados, e muitos outros ainda seguem sem punição. Se isso já não bastasse, os militares ainda estão querendo que nem mesmo uma comissão como esta veja posteriormente criada, querendo realmente a carta branca para atuar como quiserem, matar quantos quiserem, e não correr nenhum risco de serem barrados ou posteriormente punidos por ações como essa. O que mais podem querer estes militares e o general do Exército?!

A afirmação do comandante demonstra as intenções tanto do Exército, como do governo golpista de Temer, que visa na verdade ser um balão de ensaio para todo o país em como lidar com a crise instaurada, principalmente no Rio de Janeiro, e transformar todo o país em um verdadeiro palco de morte legalizado da população pobre e preta.

Não podemos permitir isso. É preciso que as centrais sindicais organizem de fato os trabalhadores para lutar contra esse avanço do governo golpista e das forças reacionárias, que usa da violência policial para impor suas vontades tentando
controlar a revolta da população que ficou expressa nesse carnaval.

É necessário, como resposta a isso, que o povo decida as regras e supere essa crise. Através de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, impulsionada pela luta, para que possamos acabar com esse regime político corrupto a serviço dos empresários. Apenas com a mobilização dos trabalhadores é possível revogar a reforma trabalhista, impedir a reforma da previdência e derrubar esse decreto.




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