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General do PSL quer filho de Bolsonaro na chefia da Câmara

A declaração do General não vem só e está localizada junto a politização das forças armadas e os recentes ataques que mataram Mestre Moa, e todos os cortes de direitos que estão anunciados por Bolsonaro a toda a classe trabalhadora, a juventude, os negros e os LGBT´s.

quarta-feira 17 de outubro| Edição do dia

Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Coordenador de candidaturas de militares das Forças Armadas e deputado eleito por São Paulo, o general Roberto Sebastião Peternelli Júnior (PSL) afirmou que os partidos com as maiores bancadas na Câmara em janeiro - o PSL - e no Senado - o MDB - devem presidir as respectivas Casas. O partido elegeu 52 deputados, mas tem a expectativa de que mais deputados resolvam aderir à legenda até o fim do ano, fazendo sua bancada ultrapassar a do PT, que obteve 56 cadeiras na Câmara.

Ele defendeu a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a presidência da Câmara. Filho do presidenciável Jair Bolsonaro, Eduardo foi reeleito com 1,8 milhão de votos.

O general ainda afirma que o fato de ele ser filho do candidato à Presidência não seria um problema, segundo o general: "Família não pode ajudar, mas também não pode atrapalhar." Peternelli saiu aspirante-a-oficial na turma de 1976, da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), onde foi contemporâneo de Bolsonaro (turma de 1977) e do general Hamilton Mourão (turma de 1975), candidato a vice-presidente na chapa. É amigo do general Eliéser Monteiro Girão, também eleito deputado federal pelo PSL, que nesta terça-feira, 16, defendeu o impeachment e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal.

A declaração acerca do judiciário demonstra que a cúpula militar do PSL está incomodada com a atual configuração entre as forças sociais. Querem se alçar como o arbitro acima da classes, ao meso tempo combatendo o outro ator da política nacional que postulou esse papel nos últimos anos: O "partido judiciário". Eminentemente ambos os poderes que emergem só podem ir contra os trabalhadores e a luta entre eles só pode resultar em avanços de autoritarismo tanto por um lado como de outro que se voltarão no momento seguinte a todos os povos oprimidos e populares.

A decisão de indicar Eduardo Bolsonaro para presidir a Câmara foi fechada em reunião da bancada paulista do PSL - o partido elegeu dez deputados federais no Estado. "Teremos a maior bancada em janeiro e temos o deputado mais bem votado, Eduardo Bolsonaro. Mas quem vai decidir isso será o Jair", disse o general.

A disposição de fazê-lo presidente da Casa foi confirmada pelo senador eleito Major Olímpio (PSL-SP). "Por meritocracia, seria o Eduardo Bolsonaro, que teve a maior votação." Olímpio admitiu, no entanto, que há a possibilidade de a sigla indicar o deputado eleito Luciano Bivar (PE), fundador do PSL para o cargo.

O general afirmou ainda as pautas iniciais do governo serão difíceis. Ele se referia às decisões que o futuro presidente deve tomar sobre o aumento do salário mínimo, o reajuste do funcionalismo público e manutenção ou não do subsídio para o diesel para os caminhoneiros. Comentou também o corporativismo militar, que envolve privilégios históricos a categoria no Brasil:

"Não adiante você conceder um aumento que não há viabilidade de ser executado. Há uma defasagem de 15 anos no soldo. A caserna vai compreender. Não podemos pensar, o foco do presidente é o bem comum, o Brasil. Em uma primeira etapa, o aumento que foi dado ao funcionalismo civil deve ser dado aos militares. Mas a decisão é do próprio Bolsonaro."

O general ainda defendeu que se aplique a lei-antiterrorismo aprovada por Dilma, num claro sinal de como tratará aqueles que se manifestam contra o seu governo.

Qualquer invasões de propriedades públicas e privadas durante manifestações, o general afirmou defender que essas ações - tanto no campo quanto na cidade - sejam tipificadas como terrorismo, como propõe Bolsonaro. "É preciso cumprir a lei", disse. "Se a legislação atual não está sendo suficiente para inibir essas invasões, você precisa mudar para que a lei branda não a estimule as invasões. É preciso dar tranquilidade ao homem do campo", afirmou.

O general defendeu, por fim, que o Congresso vote e regulamente a prisão de réus após a condenação em segunda instância, tema ainda em discussão no Supremo tribunal Federal. As informações são da Agencia Estado.




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