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Militares na política | General Paulo Sergio envia ofício ao TSE informando que as Forças Armadas indicarão um nome para fiscalização da votação

Nessa Segunda-feira (20), o ministro da defesa do governo Bolsonaro, Paulo Sergio, enviou ofício ao presidente do STE Edson Fachin informando que as Forças Armadas pretendem indicar nomes para fiscalização do sistema de votação.

terça-feira 21 de junho | Edição do dia
Foto: Marcos Corrêa/PR

Segundo o ministro da Defesa do governo, as forças armadas devem indicar um nome em conjunto para fiscalização das votações, do qual será por intermédio de uma equipe de técnicos militares. Ofício foi enviado ao presidente do TSE, Edson fachin, que se apoia justamente em um artigo relatado por Fachin em dezembro do ano passado que autoriza a fiscalização e auditoria por parte de entidades, dentre elas as FAs.

Não é de hoje que os miltares vêm desacreditando o sistema eleitoral, em compesação são milhares deles ocupando cargos civis repletos de privilégios. Em fala direconada a Comissão de Transparência das Eleições (CTE), o ministro da defesa afirmou que as Forças armadas não se sentiam ’’prestigiadas’’. Fachin respondeu ressaltando o necessário ’’diáogo institucional’’. Nesse sentido, ambos vem trocando ofícios em relação ao sistema eleitoral. O ministro ainda reitera a necessidade de uma reunião das FAs e o tribunal.

Não pode ser aceita qualquer ameaça à democracia por parte dos miltares, porém sem confiar nas ações do judiciário como alternativa a isso. Conforme se intensificam esse tipo de ameaça por parte do exército de Bolsonaro e seus generais, cresce a militarização da política com direito a militares em ministérios, empresas estatais, além de todo tipo de privilégios e esbajamento em alimentos e bebidas no país do desemprego recorde, da alta inflação que córroi os salários e da fila do osso.

Isso é consequência da impunidade que gozam os militares desde a redemocratização pactuada em 1988, bem como a lei de anistia. Para enfrentar o governo de Bolsonaro, Mourão e os militares, não podemos apostar na conciliação que apostam Lula e PT que nem sequer citam o poder e privilégio dos militares mas busca alianças com os algozes dos trabalhadores. Pelo contrário, precisamos enfrentá-los pela estrutura, pelo fim dos privilégios a militares, fim do tribunal militar e punição aos resposáveis pelos crimes na ditadura.

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