Política

INTERVENÇÃO NO RJ

General Mourão homenageia torturador Ustra e pede ainda mais repressão no RJ

Mostrando seu compromisso com a repressão, violência e assassinatos, em cerimônia de despedida do exército, o General Mourão, defensor da intervenção militar contra o "caos e a impunidade", reclamou dizendo que Braga Netto (interventor no Rio de Janeiro), não tinha poder político e era um "cachorro acuado", chamou a intervenção no RJ de "meia sola" e declarou apoio à Bolsonaro.

quinta-feira 1º de março| Edição do dia

Mourão se despediu do exército saudando o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador reconhecido da ditadura militar, que segundo relatório final da Comissão da Verdade de dezembro de 2014, é responsável por 45 mortes e desaparecimentos enquanto estava no comando no DOI-CODI e mais 376 mortes na ditadura. Um absurdo que é incabível num país como o nosso onde a ditadura militar foi responsável por aumento de mortes de opositores ao regime, e ao contrário do que querem pregar hoje pela elevação da corrupção.

Em seguida defendeu que a intervenção deveria ser mais agressiva, classificando de “meia-sola” como é hoje, já que segundo ele todos deveriam ser afastados, incluindo aí Temer e o governador do estado, para que o exército tivesse controle total da situação. Uma demonstração de sua disposição em escalar a intervenção do exército na política, algo que só pode levar a mais autoritarismo e ataque aos direitos democráticos do povo trabalhador, como discutimos aqui.

O General mostra assim que seu compromisso é com a repressão, violência e assassinatos. Como denunciamos aqui, a intervenção não resolve nenhum problema de segurança, já que as mortes e tiroteios aumentaramem apenas 10 dias de intervenção.

Mourão quer que o interventor tenha ainda mais poderes do que já tem hoje, para seguir não só com as revistas abusivas contra as crianças e toda a população, mas que avance ainda mais na repressão e controle da população carioca.

Declarou também que apoia Bolsonaro nas eleições presidenciais este ano, dizendo “se tiver que subir no palanque, eu subo". Defende o que tem de mais reacionário e nojento, uma expressão da podridão que se aprofunda a partir do golpe, agora seguindo seu curso.

Como podemos ver, o golpe segue bem. Fazendo com que um general como Mourão possa vir à público falar os absurdos que fala, defender torturadores, machistas, misóginos sem nenhum problema.

Para enfrentar cada um desses ataques e absurdos de Temer, do judiciário e do exército, precisamos nos apoiar na luta de classes, com os métodos históricos da classe trabalhadora, rompendo com a paralisia e a trégua da conciliação petista para defender cada direito elementar dessa democracia dos ricos e avançar para as demandas que podem realmente resolver cada problema da vida dos trabalhadores e da juventude.

foto: Diego Vara/Agência RBS/Folhapress




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