Política

CORRUPÇÃO E ELEIÇÕES

Garotinho é preso pela PF

quarta-feira 16 de novembro| Edição do dia

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quarta-feira, dia 16, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. A detenção foi solicitada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Agentes da delegacia da PF da cidade de Campos, reduto eleitoral de Garotinho, cumpriram o mandado de prisão na residência do ex-governador no Flamengo, bairro da zona sul da capital fluminense.

Segundo informações divulgadas pelo O Globo, a prisão seria resultado das investigações da Operação Chequinho que investiga a compra de votos nas últimas eleições. Segundo o mesmo jornal a filha de Garotinho, a deputada Clarissa Garotinho teria saído às pressas de reunião dos deputados do Rio com o governador Pezão.

Esse novo episódio na longa série de escandalos da família Garotinho mostra a cara não somente da política em Campos dos Goytacazes mas na capital do Rio de Janeiro também, uma vez que depois da Igreja Universal o maior aliado de Crivella na campanha para a prefeitura foi o cacique do norte do estado e seu clã.

As recorrentes denúncias de compra de votos no interior do Estado também tem eco no Rio, onde há inúmeros vereadores denunciados por utilizar ilegalmente de "centros sociais" e outras medidas para comprar votos, fora outros que além disso são acusados de manter relações com as milícias ou tráfico de drogas.

Tal como acontece com esses políticos da capital, o clã Garotinho é muitas vezes denunciado, até sofrem cassações, mas nunca são punidos. Laços familiares e de negócios e interesses unem o judiciário aos poderosos políticos.

Ao longo do dia, quando houver maiores informações sobre esta prisão, atualizaremos nossa cobertura sobre esse fato que acontece no mesmo dia que o Rio de Janeiro está militarizado para aprovar o criminoso "pacote de maldades" de Pezão. No mesmo dia que os políticos serão alvo do justo ódio dos trabalhadores e setores populares afetados pelos cortes nos gastos e retirada de direitos a PF e o judiciário atuam para mostrar serviço, mostrar que há uma "ala boa" trabalhando para limpar a política e buscar assim ajudar a dar maior legitimidade as instituições questionadas.

Com informações da Agência Estado e do O Globo




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