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GRAVE: PM está prendendo arbitrariamente em ato contra o aumento das passagens em SP

quarta-feira 16 de janeiro| Edição do dia

A polícia militar, à mando de João Doria, está prendendo arbitrariamente pessoas que estão rumando à segunda manifestação contra o aumento das passagens. Há minutos foi jogada uma bomba de gás lacrimogênio contra a manifestação.

A Praça do Ciclista, esquina da Avenida Paulista e Rua da Consolação, tradicional local de manifestações na capital paulista e onde o ato se reuniria está completamente militarizada como informam diversas pessoas à redação do Esquerda Diário.

Correspondentes do Esquerda Diário na rua puderam notar que ao menos duas pessoas foram presas sem nenhuma acusação, pelo mero fato de estarem com camisetas políticas, uma delas com uma camiseta que dizia “Lula Livre” e outra que trazia estampado o rosto de Marielle Franco, vereadora assassinada no Rio de Janeiro há pouco mais de 10 meses.

Informações de pessoas no local dizem que qualquer pessoa tentando filmar as ações policiais também estão sendo abordadas ou detidas.


Print de live do jornalistas livre no momento de uma detenção

A absurda escalada repressiva de Doria precisa ser enérgica e urgentemente denunciada. Esta escalada está em função de calar a raiva da juventude que procura ir às ruas denunciar o roubo ao bolso das trabalhadoras e trabalhadores que é este abusivo aumento das tarifas, e também esta repressão e tentativa de intimidação na capital paulista está em função de preparar o terreno para Doria apoiar Bolsonaro na tentativa de sufocar manifestações contra o principal objetivo da burguesia nos próximos anos: a Reforma da Previdência, que será apresentada nas próximas semanas.

Não aceitamos que nos calem. Exigimos a imediata libertação dos detidos e chamamos todas organizações políticas de esquerda, todos sindicatos e organizações democráticas a repudiar esta violenta agressão ao direito de manifestação.
A violência que tentam nos impor para passar seus ataques é porque temem a reação dos trabalhadores e da juventude à reforma da previdência e a cada ataque de Bolsonaro e dos capitalistas, precisamos mostrar nossas força para derrota-los organizando em cada local de trabalho e estudo assembleias, reuniões, que exijam dos sindicatos e centrais sindicais um urgente plano de luta urgente para derrotar qualquer tentativa de reforma da previdência, não basta mudar seu discurso é preciso organizar o amplo rechaço às reformas em luta.




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