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TRIBUNA ABERTA

Fundo Monetário Internacional não melhora as perspectivas para a economia brasileira em 2017

quarta-feira 18 de janeiro| Edição do dia

Acostumado com o noticiário pessimista sobre a situação política e econômica do Brasil, grande parte da população permanecerá sem grandes expectativas para o ano que mal começou.

Segundo previsão do FMI, a economia brasileira caiu de 3,3% para 3,5% no ano passado e o crescimento caiu de 0,5% para 0,2% neste ano. Embora sem grandes perspectivas, os técnicos do Fundo acreditam em possível estabilização com novos rumos do governo Michel Temer.

Henrique Meirelles, atual ministro da Fazenda, apresentou um discurso otimista, porém cauteloso, sobre a atual situação. Tranquilizou os investidores e procurou demonstrar empenho em solucionar os atuais problemas. Em resumo, garantiu que o Brasil estará empenhado em seguir a agenda de cortes e reformas para a América Latina.

Os enredos novamente procuram conversar para acelerar o projeto de privatizações. As previsões do FMI aliadas ao programa político Temer-Meirelles e a impactante repercussão dos meios de comunicação hegemônicos se aliam em um interesse visível de favorecer o grande capital (interno e externo) em detrimento de políticas públicas e reformas pensadas de maneira realmente democrática.

Não foi diferente com outros períodos no Brasil (era FHC) ou países vizinhos (a Argentina permaneceu quebrada com as imposições do FMI durante muito tempo). É evidente que reformas são necessárias assim como o "enxugamento" de gastos, mas cabe questionar onde e como estão sendo feitos esses cortes.

No atual cenário, com intenções de retirar direitos trabalhistas, não investir em serviços básicos, porém manter privilégios e agrados aos "da mesma espécie", não parece ser uma previsão do FMI que vai iluminar os políticos para agirem em prol da população menos favorecida.




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