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Acidente de trabalho | Funcionário terceirizado da Petrobras morre em acidente na plataforma na Bacia de Campos

Patric Carlos, de 37 anos, trabalhava como caldeireiro na plataforma P-19, região da bacia de Campos, estado do Rio de Janeiro. Esse é o terceiro acidente registrado com morte esse ano, segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros). A terceirização do trabalho leva a ter cada vez mais casos como esse, onde a segurança do trabalhador fica em segundo plano, em prol do lucro dos patrões capitalistas. Toda solidariedade aos familiares e amigos de Patric!

sexta-feira 5 de agosto | Edição do dia

Foto: Reprodução

Um funcionário a serviço da empresa terceirizada GranIHC Services morreu na última terça-feira (02/08) em acidente na plataforma P-19 da Petrobras, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou em nota que Patric Carlos, de 37 anos, trabalhava como caldeireiro quando houve um disparo de CO2 no motogerador –local fechado–, junto a outro trabalhador. Carlos não conseguiu sair da sala com gás inerte e faleceu no local. Segundo a Petrobras, o outro colaborador que também estava no local recebeu atendimento médico e passa bem.

A FUP lembrou que esse é o terceiro acidente com morte em 2022 em instalações da Petrobras. Em fevereiro, um trabalhador faleceu durante serviço realizado em espaço confinado na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. Em março, houve um acidente com morte em um helicóptero contratado pela Petrobras, na Baía de Camamu, na Bahia.

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A terceirização coloca os trabalhadores cada vez mais em situações precárias e de grande risco. No caso da Petrobrás, essa precarização, que leva a morte, tem relação direta com projeto de privatização que avança cada vez mais na empresa. Tudo em nome do lucro de acionistas estrangeiros, que estão mais preocupados em cortar gastos operacionais e retirar sua fatia de riqueza produzida pelos petroleiros efetivos e terceirizados.

Os petroleiros vêm sendo profundamente atacados nos últimos anos, com a demissão de centenas de milhares de trabalhadores, entre efetivos e terceirizados, o que leva a jornadas maiores e mais extenuantes e maior número de acidentes. Uma forte luta dos petroleiros contra a privatização, que piora suas condições de trabalho enquanto aumenta o preço dos combustíveis, tem a capacidade de se unificar com a classe trabalhadora de conjunto, que também sofre com a atual situação da Petrobras, e é a única maneira de reverter a privatização, impondo uma Petrobras 100% estatal, baixando o preços dos combustíveis, bem como enterrar o bolsonarismo enquanto movimento político, que vai seguir mesmo com uma derrota nas urnas, como pode ser visto nos Estados Unidos, onde o trumpismo segue forte nas ruas.

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