Política

ELEIÇÕES 2016

Fugindo de protestos, Temer vota escondido em São Paulo

O presidente golpista votou escondido na PUC em São Paulo. Escondeu seu apoio a candidata Marta Suplicy, mudou o horário de votação e entrou de forma escondida no local de votação. Não quis se associar a sua candidata que deve ser derrotada e também buscou se esconder de protestos marcados contra sua presença.

domingo 2 de outubro| Edição do dia

Ao contrário do que declarou à mídia internacional, Temer mostra-se preocupado com os protestos. Programou sua votação na PUC-SP para as 11hs da manhã. Horas depois da divulgação do seu local de votação e horário que iria votar já havia protestos marcados contra o presidente golpista. Adiantou seu voto para acontecer assim que abriu as urnas deixando outros votantes na fila e entrou escondido na importante universidade paulista.

Tal como fez na abertura das Olimpíadas, Temer buscou se esconder para evitar protestos. Além dos protestos Temer não deverá ter muitos resultados para comemorar nesse domingo. Como sempre a máquina do PMDB deve eleger muitos prefeitos, porém duas batalhas importantíssimas, São Paulo e Rio de Janeiro não indicam que seus candidatos irão ao segundo.

Hoje mais de um quinto das prefeituras do país, mais de 1mil são controladas, pelo partido do presidente golpista, de Cunha, Sarney, Renan e Eduardo Paes. A prefeitura do Rio de Janeiro, estado dirigido pelo mesmo partido era a principal cara pública do partido e ali mesmo com farto dinheiro de empreiteiros o agressor de mulheres Pedro Paulo não emplaca, perdendo votos a diversos candidatos de direita, como Crivella, Índio da Costa, Bolsonaro e Osório. Na capital paulista, Temer e Serra (do PSDB) apostaram em Marta ex-ministra de Dilma e ex-petista. Porém essa candidata está em quarto lugar segundo últimas pesquisas.

As urnas se pronunciarão e darão novas armas em meio a crise política nacional, a falta de sorrisos de vitória postando fotos ao lado de sua candidata Marta e escondendo-se de protestos dão um retrato da situação de Temer, pressionado pelos tucanos que devem se fortalecer hoje, e por outro lado pela insatisfação não somente pelo golpe institucional mas pela profunda agenda de ataques que seu governo está levando adiante.




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