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MÉXICO

Frente ao terrível terremoto, cresce a solidariedade operária, jovem e popular no México

O duríssimo tremor de magnitude 7.1 que se sentiu ontem (19) no México (um com epicentro em Puebla e outro em Morelos) foi mais grave em suas consequências que o do 9 de setembro.

quarta-feira 20 de setembro| Edição do dia

O terremoto atingiu terrivelmente a Cidade do México – além do estado de Morelos e Puebla – destruindo vários edifícios, provocando incêndios em alguns pontos da cidade e deixando muitas estruturas danificadas.

Até agora na Cidade de México, segundo os dados oficiais, as mortes chegam a 36, em Morelos vão 64, 29 em Puebla, 9 no Estado de México e 1 em Morelos. Mas as fortes cenas dos edifícios derrubados, pressagiam muito mais notícias. Há gente subterrada sob os escombros.

Embora era de se esperar alguma réplica – tem havido centenas delas desde o último sismo – ninguém imaginava que este tremor sacudiria tão forte a cidade. Nas últimas décadas se tem sentido alguns temores desta magnitude, mas sem estes danos. E segundo informam na televisão, teve fortes movimentos oscilatórios.

O que salta a vista, mais dos discursos oficiais e o regr4esso de PeñaNieto que recém aterrissava em Oxaca para fazer propaganda com a destruída Juchitán como palco, é a população que novamente, como o 85, saiu a pôr solidariedade.

Não fizeram falta diretrizes nem chamados a que colaboraram com as tarefas de resgate nos edifícios derrubados. Há milhares de trabalhadores, jovens, mulheres, e povo nas ruas com pá, mãos e latas, retirando escombros com a esperança de encontrar sobreviventes, levando comida e água potável.

Por essa causa muita alegria nos resgatistas – em aqueles que podem seguir as notícias por televisão ou em redes sociais -, os resgates realizados como na colônia de Roma.

A polícia e o exército pretendem controlar toas as ações espontâneas buscando expropriar a iniciativa popular para demostrar que o governo está a frente do auxílio ante os desastres. Nas últimas horas se viu a Marinha “dirigindo” a população.

Na televisão, com motivo do sismo que ocorreu tem poucos dias, alguns com pouca inteligência argumentavam que não havia sido tão grave, porque agora estamos prevenidos pela política oficial sobre a urbanização na capital. Mentira. A cidade foi construída – sobre tudo nas últimas décadas – em base a edificações de má qualidade que significam um grande negócio para as companhias construtoras, associadas com os governos nesta ocasião demostram que as construções na capital do país são inseguras. E com mais razão em lugares como Guerrero e Chiapas, que sofreram a destruição total de parte importante de suas comunidades há algumas semanas.

Com a aparição da Marinha – responsável de muitas intervenções e desaparições – pretendem inibir a organização espontânea e independente da população.
Os sindicatos – que contam com equipe especial – e as organizações populares e de esquerda, temos que nos organizar para atuar junto a população trabalhadora que está hoje nas ruas, mostrando essa solidariedade dos “de baixo”.
Tradução Douglas Silva




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