Juventude

PANFLETO DA GESTÃO LUTE: FUNDAÇÃO SANTO ANDRÉ

Frente à crise nacional: a mobilização é a única saída pra salvar a FSA

No próximo dia 27/10, os representantes de classe se reunirão para levar o resultado dos debates feitos nas salas de aula dos cursos da FAFIL. Será um momento importante de organização do movimento estudantil para entender a crise aguda que passa a universidade, os professores e funcionários recebendo apenas 1.000 reais dos seus salários e quais caminhos podemos construir em defesa da nossa universidade.

quinta-feira 27 de outubro| Edição do dia

Nós da Gestão Lute queremos contribuir com as discussões nos cursos, apresentando 4 ligações entre a crise econômica e política nacional com a crise da FSA:

1) Os cortes com a PEC 241 e a Resolução 012:
A recente PEC 241 conhecida como "PEC do Fim do Mundo" pretende congelar o já baixo orçamento para a saúde e a educação pública. Isso significa uma precarização geral do ensino público, com cortes que aprofundarão a crise dos financiamentos como PROUNI e FIES, que sempre deram grandes lucros aos monopólios da educação; assim como a permanência nas universidades públicas com a retirada de bolsas estudantis. A resolução 012 refeita pelo CONDIR pretende obrigar cada prédio a "autofinanciar" seus cursos a partir das mensalidades, aceitando que o caminho que levou a precarização da universidade, sem subsídios da prefeitura desde 2004, se perpetue e que as mensalidades (altíssimas, por sinal!) sigam sendo a única maneira de sustentar os cursos.

2) A crise política nacional e a crise da FSA:
O impeachment orquestrado pela direita golpista se apoiou num grande descontentamento da situação nacional de ajustes que o PT já vinha aplicando contra os trabalhadores e a juventude. A saída levada a frente por Temer e sua quadrilha mostrou como favorecem apenas os patrões e os grandes políticos cheios de privilégios com as distintas reformas, que rasgam a constituição e retiram nossos direitos. A reitoria da FSA hoje também gera descontentamento, pois demonstra, mais uma vez, como o caminho levado à frente pelas distintas gestões sempre levam a aprofundar a crise e não a resolver.
Confiar na mudança de gestões, assim como na mudança do governo, sem uma mobilização dos estudantes e dos trabalhadores, só poderá levar a universidade ao mesmo caminho que aponta a realidade nacional, um ataque ainda maior à nós para manter os interesses de um setor da burocracia acadêmica que quer vender a universidade.

3) Reforma do ensino médio, fim dos concursos e o ataque as licenciaturas:
A chamada "Reforma do Ensino Médio" que busca desobrigar as escolas de oferecerem aulas de Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia, é uma das maneiras de restringir os filhos de trabalhadores, que são os que mais utilizam o ensino público, o acesso ao conhecimento e da reflexão crítica. Isso se soma ao projeto do "Escola Sem Partido" que quer censurar os professores de debater a realidade e a sociedade desigual que vivemos. Nosso prédio é constituído por graduações que formam professores destas disciplinas, não é à toa que estes ataques aparecem combinados. Mas mesmos os cursos que não são de licenciatura dependem de um concurso público para garantir estabilidade e os concursos públicos não abrirão nos próximos 20 anos, ou seja, nos formaremos e não teremos como atuar a não ser na esfera privada.

4) A força do movimento estudantil para responder os ataques:
Em resposta a tantos ataques, estudantes em todo o país se organizam para responder pela via da mobilização. No Paraná, já são quase mil escolas ocupadas e mais de 80 institutos federais, além das 60 universidades em todo o país. Estes são os pontos de apoio que mostram que não podemos aceitar calados estes ataques e que se nos unificarmos, seremos uma força concreta para derrotar os ataques de Temer, e também os ataques que sofremos com o descaso da prefeitura de Santo André e da própria reitoria.

É necessário lutar, e é possível vencer!




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