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França: Massiva mobilização dos servidores públicos

Uma multidão de trabalhadores franceses do setor público estiveram nesta quinta-feira, 09, nas ruas contra a reforma de Macron que avança com a precarização e flexibilização laboral. Esta manifestação foi convocada pelos sindicatos, mais de 250 mil pessoas estiveram presentes em todo o país segundo a central sindical CGT.

sexta-feira 10 de maio| Edição do dia

Fotografias: EFE / GUILLAUME HORCAJUELO

Os servidores públicos saíram massivamente às ruas da França nesta quinta-feira, 09, contra as reformas do Governo que pretendem impor mais precarização e flexibilização laboral.

Já nas manifestações do Primeiro de Maio tinham sido vistas importantes fileiras de trabalhadores deste setor, o que anunciava a ação desta quinta-feira, que contou com cerca de 250 mil pessoas segundo a central sindical CGT, das quais 30 mil se mobilizaram em Paris.

Essa multidão marchou contra a reforma dos estatutos dos trabalhadores do estado. O governo vê nesta reforma um passo adiante na aplicação do plano de Macron, contra o setor público e com o fim de acelerar a precarização laboral.

A mobilização contra o Governo se vincula aos escândalos da semana passada após ter sido divulgado que as acusações do governo contra os coletes amarelos denunciando que tinham “atacado um hospital” eram falsas. Foi sobre este mal-estar que se organizou a mobilização desta quinta-feira, com importantes fileiras de trabalhadores da saúde e educação pública, que aumentaram a tensão existente depois do Primeiro de Maio e os elementos de questionamento contra o governo de Macron.

O Governo foi eleito com a promessa dessa reforma, tratando então de negociar com os setores mais conciliadores da burocracia sindical (como a CFDT), com risco de multiplicar o mal-estar entre os setores sindicalizados na CGT, em um momento em que os coletes amarelos ainda estão nas ruas.

Trata-se de uma nova “reforma trabalhista” especial para o setor de servidores públicos, declarando a supressão de mais de 120 mil postos de trabalho até 2022, além de ser também um ataque direto aos direitos sindicais, conseguindo então a presença na rua de setores amplos da educação, da saúde e dos trabalhadores estatais.

Os coletes amarelos também estiveram presentes na marcha em solidariedade aos servidores públicos. Apesar da política das direções sindicais que durante os últimos meses se negaram a construir uma coordenação entre o movimento operário tradicional, os trabalhadores do setor público e os coletes amarelos, um setor amplo começa a falar do “início” deste tipo de mobilizações conjuntas.

Este dia 9 de maio deixou declarada novamente a discussão de como vencer Macron, para não repetir as habituais estratégias voluntaristas e derrotistas da burocracia sindical, ou a multiplicação dos sábados de mobilização (dos coletes amarelos), uma discussão necessária para a construção de uma frente de luta contra o governo, que com esta reforma trata de retomar a ofensiva.




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