Internacional

VIOLÊNCIA POLICIAL

França: Jornalistas são atacados de perto por tiros de Flash ball

Dois fotógrafos do jornal Le Parisien tomaram tiros de Flash-ball enquanto cobriam a situação na Champs Elysées. O primeiro foi atingido na nuca e o segundo no joelho.

sábado 8 de dezembro| Edição do dia

Agredindo jornalistas: uma maneira de esconder não apenas as imagens da repressão, mas também a própria manifestação, afim de passar a impressão de que a “mobilização está enfraquecendo”, como insiste o governo. O primeiro [jornalista do Le Parisien], depois de baleado à queima-roupa, a dois metros de distância, perdeu a consciência alguns segundos antes de ser levado para o hospital. O impacto atravessou seu capacete, como pode ser visto pela foto.

"Eu fiquei atordoado e caí no chão, testemunha o jornalista ao Parisien, pensei ter sido atingido por uma pedra. O policial me disse ‘perdão, eu visava outra pessoa"

“Visar outra pessoa”, realmente? Porque se outro jornalista também foi evacuado essa manhã, como mostra o vídeo, muitos jornalistas foram visto tendo seu material de proteção confiscado por agentes [policiais] sem matrícula de identificação.

Tradução: Legal @prefpolice Acabam de confiscar todas minhas coisas, sendo que sou jornalista. Nenhum agente tinha sua matrícula [de identificação] #8decembre #giletjaune

Além dos ataques diretos, contra os manifestantes e jornalistas, as forças da ordem realizam buscas sistemáticas e apreendem a maioria dos objetos de proteção, como máscara, por exemplo, consideradas como armas. Um manifestante teve confiscada sua bandeira bretã. Uma intimidação em conjunto com interpelações massivas que visam construir, nos fatos e no discurso, a imagem de um governo que controla a situação e de uma manifestação que se enfraquece. Na realidade, os manifestantes são impedidos de manifestar, assediados por controles sistemáticos, enquanto jornalistas são intimidados e também diretamente atingidos pela repressão.




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