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EXÉRCITO NO RIO DE JANEIRO

Forças armadas invadem e cercam morros do centro e zona norte do Rio

As forças de segurança do Rio de Janeiro realizam duas operações nesta sexta-feira, 27, em comunidades do centro e da zona norte da capital fluminense

sexta-feira 27 de outubro| Edição do dia

(Foto: Fábio Guimarães / Agência O Globo)

A maior delas, em busca de traficantes envolvidos na invasão da Rocinha, começou por volta das 3h30 nos morros do São Carlos, Zinco, Querosene e Mineira, na área central.

As Forças Armadas, Força Nacional de Segurança e Polícia Federal participam da ação, em apoio às polícias Civil e Militar. Ao menos um tiroteio já foi registrado desde a entrada das tropas nas favelas.

A entrada de tamanho aparato repressivo das favelas é propagandeada como uma medida "radical" de combate a violência e ao tráfico de drogas. No entanto, não só a violência não reduz, como aumenta contra a população negra e pobre dos morros pelas mãos do próprio Estado. O tráfico tampouco é de fato combatido, de modo que os traficantes pegos não se comparam aos políticos, policiais e empresários que controlam o tráfico no país.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado (Seseg) informou que as Forças Armadas fazem o cerco das comunidades. Há bloqueios de várias ruas na região do Estácio, assim como do acesso ao Sambódromo, e helicópteros sobrevoam a área. O espaço aéreo está controlado, mas não há interferência nas operações dos aeroportos.

As grandes mídias naturalizam as invasões e mortes, como a do turista assassinado pela polícia na Rocinha, mas que acontecem nas favelas sumariamente pela "guerra às drogas". Enquanto isso, muitas pessoas, principalmente jovens e negros, são assassinadas e desaparecem pelas mãos do Estado sem julgamento aos militares envolvidos.




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