Mundo Operário

PARALISAÇÃO NACIONAL

Força Sindical traiu a greve geral para proteger seu imposto sindical e a classe política

sexta-feira 30 de junho| Edição do dia

Neste dia 30 ficou mais claro o papel traidor da Força Sindical, que enterrou a greve geral em suas categorias, em troca de ter acertado contas hoje com o governo para garantir o imposto sindical, segundo noticiado neste site. Após comprovada a lealdade ao governo que quer nos fazer trabalhar até morrer e que afunda na delação da JBS, o acordo teria sido firmado para manter a obrigatoriedade do imposto sindical.

Com este acordo prévio, a Força convocou uma manifestação aqui e acolá sob o nome de "junho de lutas" e não paralisando praticamente nenhuma categoria. Desde o início, Força Sindical indicava que o objetivo era negociar os ataques com o governo, e no caso, garantir um gordo imposto sindical enquanto abandonava os trabalhadores às reformas da previdência e trabalhista de Temer.

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Mas além disso, a Força também tem profundos compromissos com a casta política que na lama de inúmeras denúncias de corrupção. Não entrando com peso na greve geral, a ideia foi dar dar fôlego à Temer e a casta política que vai sendo liberada pelo judiciário, como Aécio que volta a ser Senador no dia de hoje por decisão do Ministro Marco Aurélio de Mello do STF. Marco Aurélio ainda elogiou a "carreira política" do tucano que é íntimo de Paulinho, mostrando que o Supremo Tribunal Federal não é nada diferente do TSE de Gilmar Mendes que absolveu Temer no julgamento de sua chapa com Dilma.

Foi com este espírito de salvar a casta política que Paulinho da Força foi reeleito presidente da Central Sindical, já anunciando que ia trair e boicotar a paralisação nacional do dia de hoje. Não à toano, no mesmo dia em que a Força traiu a greve geral marcada para o dia 30, o judiciário reconduz Aécio ao seu mandato como senador, para que cumpra o necessário papel de renovar os laços entre o PSDB e a base de Temer e com isso tentar garantir a impunidade geral da classe política.

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O papel traidor da Força Sindical deve ser supera com os trabalhadores tomando a mobilização em suas próprias mãos, só assim mesmo para que a grave crise política não termine com uma grande pizza que beneficie empresários corruptos e seus políticos de aluguel, comprados para atacar os trabalhadores com suas reformas.

A lição é não ter confiança nem na justiça, nem de que direções sindicais vendidas possam ser donas da nossa luta, mas sim que os trabalhadores devem confiar nas suas próprias forças e através de sua organização impor a greve geral às centrais para que sejam os capitalistas com seus políticos de aluguel que paguem pela crise.




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