Mundo Operário

CENTRAIS SINDICAIS GOLPISTAS

Força Sindical e UGT se fundirão para ajudar os ataques de Temer

Escudeiro de cada medida neoliberal no país, Paulinho da Força Sindical se articula com Patah da UGT para unir duas centrais pró-patronais em apoio ao governo golpista de Michel Temer.

Evandro Nogueira

São José dos Campos

sexta-feira 20 de maio de 2016| Edição do dia

Desde antes de assumir o poder o governo golpista de Michel Temer tem buscado as sindicais mais pró-patronais para negociar os ataques aos trabalhadores, principalmente a reforma da previdência, sempre contando com o apoio de Paulinho da Força, deputado pelo Solidariedade. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) até o momento não aceitou discutir com o governo de Temer e o fato de que representa pelo menos 30% da classe operária organizada no país causa preocupação ao governo sobre uma possível oposição entre os trabalhadores.

Recentemente os dirigentes Paulinho da Força e Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), tem discutido uma possível união entre as duas centrais. Pesa a favor da união o fato de que as centrais têm perfis complementares, a Força tem base na indústria, a UGT é formada pelos sindicatos do serviço. A UGT (União Geral dos Trabalhadores) é das poucas centrais que tem aumentado sua representação, contando atualmente com 11,29% sendo que em 2015 era 10,3% e em 2010 somente 7,19% da força de trabalho. Já a Força, atualmente com 10,08%, diminuiu desde 2010, quando correspondia a 13,71%.

As negociações sobre uma possível fusão das duas centrais, que estão em segundo e terceiro lugar em representação no país, podem se tornar um ponto importante de apoio para o governo Temer, que vai precisar do apoio estratégico de representantes sindicais, tal como contavam os governos petistas. A grande mídia golpista tem avisado já sobre os sindicalistas da Força, UGT e demais não estarem facilitando tanto quanto ela quer nas negociações com o governo e certamente uma fusão como essa viria numa boa hora para que Paulinho e sua turma de burocratas sindicais negociarem seus próprios interesses com o governo golpista.

Duas burocracias sindicais nefastas, que negociam o futuro da juventude e de milhões de trabalhadores com a reforma da Previdência de Temer e Meirelles, são peça fundamental do sustentáculo da burguesia nacional e estrangeira dentro do movimento operário. Apesar de apoiarem bandos distintos da burguesia, compartilham com a CUT (que freou qualquer resistência na luta de classes enquanto o golpe passava) uma mesma função: polícia política da patronal dentro do movimento operário. A burocracia sindical, como dizia Trotsky, é a espinha dorsal que mantém o capitalismo de pé, principalmente em semi-colônias como o Brasil, com uma burguesia frágil e uma classe trabalhadora pujante.

É preciso, em meio à luta contra os ataques do governo golpista de Temer e para derrubá-lo, varrer a burocracia sindical dos sindicatos e recuperar estas instituições como ferramentas da luta de classes dos trabalhadores.




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