FORÇA NACIONAL NO RS

Força Nacional começa a atuar em Porto Alegre nesta terça-feira

Após realizar o reconhecimento da cidade na segunda (29), os 136 agentes da Força Nacional iniciaram na manhã de terça-feira o policiamento nas ruas, junto à Brigada Militar.

terça-feira 30 de agosto| Edição do dia

Após solenidade realizada na Academia da BM, no bairro Partenon, os oficiais foram posicionados em locais de grande no movimento, justamente para mostrar à população a solução encontrada pelo governo Sartori no tema da segurança: a militarização da cidade. Enquanto foram cortados recursos em outras áreas, que o governo não revelou quais são, a polícia foi priorizada no orçamento do governo. Esta medida procura conter o conjunto da crise no estado, que gera enorme insatisfação com o governo devido à medidas como o frequente parcelamento dos salários do funcionalismo público.

O que parece uma resposta à altura do aumento da criminalidade no estado pode inclusive aumentar a violência. Enquanto a Força Nacional estiver em regiões centrais e de classe média, "desfilando" para a população e tentando reverter a enorme insatisfação com o governo, esse efeito não se sentirá profundamente.

Porém, ao se direcionar para as periferias, onde a população vive refém das disputas entre diferentes facções e a com a polícia, a Força Nacional contribuirá com a Brigada Militar em tornar a população refém também da violência estatal.

Além disso, a priorização do orçamento para as forças de segurança se voltarão contra os próprios trabalhadores que venham a lutar contra o parcelamento de seus salários, ou contra outras medidas medidas do governo que continuem a jogar a crise nas costas da classe trabalhadora.

Como já expressamos aqui, o combate à violência exige medidas sociais mais profundas do que simplesmente militarizar a cidade. Sem uma política de legalização das drogas, para tirar a principal ferramenta do tráfico, sem um plano de urgência de obras públicas que combata o desemprego e garanta a implementação de centros culturais e esportivos públicos para a juventude, a marginalização de um grande setor da sociedade continuará.




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