QUASE UM MÊS DE PROTESTOS

Fome e morte no Haiti: o presidente fantoche de Trump reprime os protestos

Até o momento já são 26 mortos e 77 feridos, segundo dados difundidos pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Os protestos começaram há três semanas contra a fome e exigindo a renúncia do presidente fantoche do imperialismo, Jovenel Moise, que só sabe responder com repressão.

terça-feira 26 de fevereiro| Edição do dia

Foto: REUTERS/Ivan Alvarado

O país mais pobre do continente está ocupado por 7.000 soldados da Missão de “estabilização” da ONU, a MINUSTAH, desde 2004, após uma intervenção militar dos Estados Unidos que depôs o presidente Jean-Bertrand Aristide e o substituiu por Boniface Alexandre. Desde então, a MINUSTAH encabeçada pelos Estados Unidos, Brasil e Argentina, entre outros, foi denunciada por uma infinidade de abusos e violações aos direitos humanos.

Sob um suposto objetivo de “estabilizar a democracia”, levar “assistência humanitária” e combater a delinquência, o país se encontra há mais de uma década ocupado militarmente. O objetivo real sempre foi sustentar os governos capachos do imperialismo para que imponham os planos de ajuste desenhados pelo FMI, que só trazem mais fome e miséria ao povo, além de endividar os países. Hoje mais da metade da população sobrevive com menos de 2 dólares por dia.

Os protestos acontecem há semanas contra o plano de austeridade do governo de Moise, um empresário da indústria da banana que ganhou em uma eleição em que apenas 21% da população votou. Milhares de haitianos saíram às ruas para se manifestar contra a situação desesperadora que atravessam e para exigir a renúncia de Moise, que, além disso, está acusado de corrupção desde 2016.

A repressão do governo é brutal e sangrenta e só a polícia já cobrou ao menos uma dezena dos 26 mortos. Moise conta também com grupos armados irregulares que atuam com total impunidade e são responsáveis por mais assassinatos durante os protestos.

Nada disso preocupa a comunidade internacional imperialista. O Core Group integrado por um representante especial adjunto do secretário geral da ONU, os embaixadores da Alemanha, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, União Europeia e um representante especial da OEA, em meio à repressão aos manifestantes, este grupo que se diz “amigo do Haiti” chegou ao cúmulo de chamar “ao diálogo” e reafirmar seu apoio absoluto ao odiado presidente Moise.

Assim como na Venezuela está acontecendo uma intervenção imperialista sob o argumento da “defesa da democracia” e a crise humanitária, no Haiti o imperialismo é o principal responsável por manter na miséria absoluta a maioria do povo, e sustenta qualquer governo capacho que cumpra com seus interesses.

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