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FRENTE DE ESQUERDA ARGENTINA

Folha de S. Paulo divulga ato da Frente de Esquerda argentina contra Bolsonaro, entrevistando Myriam Bregman do PTS

A Folha de São Paulo publicou matéria sobre a manifestação marcada pela Frente de Izquierda e de los Trabajadores (FIT), encabeçada pelo PTS - organização irmã do MRT na Argentina - contra a visita do reacionário Jair Bolsonaro. Segundo reporta a articulista da Folha, Sylvia Colombo, a legisladora do PTS Myriam Bregman, da FIT, disse que o ato também se solidarizará com “os estudantes do Brasil que saíram maciçamente às ruas para protestar contra os cortes na verba da educação”

quarta-feira 5 de junho| Edição do dia

A Folha de São Paulo publicou matéria sobre a manifestação marcada pela Frente de Izquierda e de los Trabajadores (FIT), encabeçada pelo PTS - organização irmã do MRT na Argentina - contra a visita do reacionário Jair Bolsonaro. Segundo reporta a articulista da Folha, Sylvia Colombo, a legisladora do PTS Myriam Bregman, da FIT, disse que o ato também se solidarizará com “os estudantes do Brasil que saíram maciçamente às ruas para protestar contra os cortes na verba da educação”. Veja artigo na íntegra abaixo

A Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT) – formada pelo Partido Socialista dos Trabalhadores (PTS), pelo Partido Operário (PO) e pela Esquerda Socialista (IS) – "repudia a presença do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na Argentina. Bolsonaro se encontrará com Macri para reforçar as políticas de ajuste, a submissão ao FMI e o imperialismo e os pagamentos da dívida que estão sendo implementados por ambos os governos".

Em um comunicado divulgado segunda-feira, a FIT denuncia que Bolsonaro também vem "para mostrar que a ’saída’ para a Venezuela é a ingerência imperialista, que vem fracassando, à qual contrapomos desde a esquerda uma saída operária e popular. E para permitir uma maior militarização da Tríplice Fronteira e a interferência política e militar do imperialismo ianque em nossa região sob o pretexto da ‘luta contra o narcotráfico’”.

"A chegada de Bolsonaro ocorre em um momento de crescente luta dos jovens e dos trabalhadores brasileiros em defesa da educação e contra a tentativa do governo de avançar em uma reforma da previdência reacionária. A Frente de Esquerda é solidária com este auspicioso processo de mobilização, que terá um novo marco na greve geral de 14 de junho no Brasil", acrescentou o comunicado da FIT.

Desde a Frente de Esquerda, convocamos a "mobilizar no próximo 6 de junho na Argentina para repudiar a chegada de Bolsonaro e a interferência do imperialismo ianque em toda a América Latina. Nós nos mobilizamos, por sua vez, com o objetivo de repudiar o governo de Macri e sua sociedade com o ultradireitista Bolsonaro. Fora o FMI e pelo não pagamento da dívida. E pela unidade socialista da América Latina".

A manifestação é nesta quinta-feira às 6 da tarde, na esquina da Avenida de Mayo e 9 de Julio, na cidade de Buenos Aires.

Veja abaixo o artigo publicado pela Folha de São Paulo

Entidades e partidos de oposição preparam ato contra Bolsonaro na Argentina

por Sylvia Colombo

Organizações sociais, sindicatos e partidos de esquerda preparam uma manifestação para quinta-feira (6) contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que estará em Buenos Aires para se reunir com seu par argentino, Mauricio Macri.

“Nós vemos Bolsonaro como um representante de [Donald] Trump na América Latina, que pode influenciar na decisão de apoiar uma invasão norte-americana na Venezuela”, diz à Folha o legislador da cidade de Buenos Aires Gabriel Solano, dirigente do Partido Obrero.

“Além disso, tememos que a reforma da Previdência que Bolsonaro quer fazer no Brasil estimule Macri a tornar a nossa ainda mais restrita. Bolsonaro é uma má influência para a Argentina e para a América Latina”, afirma.

O ato ocorrerá ao longo do dia e deve começar com uma marcha que terá início na frente da Embaixada do Brasil e que culminará com uma concentração diante da chancelaria argentina. “Se conseguirmos juntar muita gente, iremos até a Praça de Maio”, declarou Solano.

A deputada Myriam Bregman, da Frente de Izquierda, disse que o ato também se solidarizará com “os estudantes do Brasil que saíram maciçamente às ruas para protestar contra os cortes na verba da educação”.

Bregman também diz temer uma possível “contaminação” das políticas do governo brasileiro na gestão Macri.

“Existem ajustes similares que já estão em curso na Argentina e que vão se aprofundar depois das eleições [no próximo dia 27 de outubro]. Portanto, marcar uma posição contra as reformas no Brasil também é uma forma de nos fortalecer aqui na Argentina, caso tanto Macri como a oposição kirchnerista ganhem”, disse Bregman.

Ela se refere ao fato de o candidato kirchnerista, Alberto Fernández, ter afirmado que, caso seja eleito, honrará a dívida assumida pela Argentina junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional), de US$ 57 bilhões (R$ 222 bilhões). Os representantes da Frente de Izquierda são contra o acordo com o fundo.

“Marcharemos, portanto, para nos confraternizarmos com os brasileiros na luta contra os ataques neoliberais que estão ocorrendo tanto no Brasil como na Argentina”, declarou Bregman.

Participarão do ato também grupos de direitos humanos e de representantes de minorias, como as Mães da Praça de Maio e a Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trans, além de movimentos juvenis peronistas, como o La Cámpora e o Movimento Evita, e de sindicatos de trabalhadores, como os que integram a CTA (Central de Trabalhadores da Argentina).

As hashtags #ArgentinaRechazaBolsonaro (Argentina rejeita Bolsonaro) e #ellosno (eles não) já vêm sendo usadas para convocar a manifestação.

Em viagem ao Chile, em março, houve manifestações contra o presidente brasileiro de grupos feministas e de defesa dos direitos humanos diante do Palácio de La Moneda, onde Bolsonaro se encontrou com o presidente de centro-direita chileno, Sebastián Piñera.




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