Política

AMAZÔNIA

Foco de Bolsonaro é atacar terras indígenas em reunião sobre queimadas com governadores

Em reunião com governadores da Amazônia Legal, Bolsonaro preferiu atacar as demarcações de terras indígenas, os quilombolas e as áreas de preservação nacional, ao invés de discutir as queimadas que desde a semana passada colocaram o Brasil nos holofotes de todo o mundo.

quarta-feira 28 de agosto| Edição do dia

Bolsonaro expressa toda sua visão de progresso ao modelo do século XIX nesta terça-feira (27) em reunião com governadores da Amazônia legal. O presidente do Brasil acusa governos anteriores de política inconsequente no tocante à demarcação de terras indígenas, quilombolas e áreas de preservação ambiental, dizendo que essa política inviabilizou o progresso do país. Para Bolsonaro, que foi eleito com grande apoio de ruralistas, grileiros e do agronegócio, a Amazônia poderia virar uma grande lavoura de soja para exportação. Mas ele não fala isso obviamente. Mas ao diminuir em 40% os postos de fiscalização do Ibama, e demitir o diretor do Inpe, Bolsonaro manda o recado aos seus eleitores e financiadores latifundiários: podem pôr fogo e abrir o máximo de espaço possível para o cultivo e a pecuária.

Bolsonaro afirma também que indígenas foram usados de massa de manobra: "Com todo respeito aos que me antecederam, foi uma irresponsabilidade essa política adotada no passado no tocante a isso, usando o índio como massa de manobra". Neste momento, áreas indígenas inteiras estão sendo tomadas pelo fogo. Povos originários que estavam neste território muito antes dos colonizadores. A guerra contra os indígenas, o s quilombolas e o meio ambiente é para favorecer o agronegócio. Isso fica evidente quando Bolsonaro sugere que são essas demarcações que prejudicam o país. Quando os governadores questionam sobre o Fundo Amazônia Bolsonaro diz: “O Fundo Amazônia tem um preço: demarcações de terras indígenas, Apas [Áreas de proteções ambientais], [áreas] quilombolas, parques nacionais, etc. Isso leva um destino que já sabemos, a insolvência do Brasil”.

Após o Itamarati de Bolsonaro se posicionar ao lado de Trump negando o aquecimento global, em encontro de “negacionistas” no mês passado, só faltando defender que a Terra é plana para fechar com chave de ouro a bizarrice, as consequências da política ambiental de Bolsonaro tomam as atenções do mundo todo neste mês com a Amazônia em chamas. Cada vez mais se escancara que o lucro nesse sistema capitalista está acima de nossas vidas, e agora comprometendo o clima e todo o meio ambiente. Somente uma luta anticapitalista e revolucionária pode pôr fim a todo esse sistema de opressão e exploração e também devastação ambiental.




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