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Precarização do trabalho | Florianópolis contrata empresas terceirizadas para furar greve de coletores de lixo

Trabalhadores da Autarquia de Melhoramentos da Capital (Comcap), estão em greve há 4 dias contra a terceirização do setor que vai precarizar as condições de trabalho e os serviços prestados à população.

sexta-feira 24 de setembro | Edição do dia

Foto: Sintrasem/Divulgação/ND

A greve dos trabalhadores da Comcap que se iniciou na zero hora do dia 21, se confronta com a sanha privatista do prefeito da cidade Gean Marques Loureiro (PMDB), que pretende substituir os serviços da autarquia por empresas privadas terceirizando as funções de coleta e lixo do município.

Os trabalhadores questionam também o serviço de coleta que já é realizado por uma empresa privada nas regiões continental e Norte da Ilha.

Saiba mais: Prefeitura de Florianópolis poderá demitir trabalhadores em luta da Comcap

Frente a paralisação, a prefeitura da cidade contratou duas empresas privadas para fazer o serviço de coleta de lixo. A Ambiental Limpeza Urbana e Saneamento e a Proactiva Meio Ambiente Brasil, foram chamadas na quarta feira para realizarem os serviços no Leste e Sul da Ilha de SC, além do Centro. Empresas essas que, de acordo com o sindicato dos trabalhadores da Comcap, infringe leis ambientais e trabalhistas.

A prefeitura de Florianópolis pretende terceirizar os serviços de coleta de lixo da cidade, seguindo a cartilha privatizadora da burguesia nacional que visa, ao mesmo tempo que beneficia empresários parceiros com a concessão de serviços essenciais à manutenção da cidade, precarizar as condições de trabalho.

De acordo com os servidores da Comcap, há uma decisão judicial que impede que o serviço de coleta de lixo seja realizado por empresas privadas. Mesmo assim, na quarta-feira (22) a greve foi declarada ilegal por via de decisão judicial. A prefeitura, frente a issol, ameaça cortar o ponto dos grevistas.

Mesmo após a decisão desfavorável e a ameaça de corte de ponto dos dias parados, os trabalhadores votaram no dia 22 a continuidade da greve por tempo indeterminado. Nem mesmo a forte repressão por parte da polícia ao ato realizado pelos trabalhadores no dia 21 conseguiu quebrar a vontade dos trabalhadores de lutar por seus postos e condições de trabalho.

Nesse conflito se evidencia mais uma vez os interesses em comum que tem tanto a prefeitura do PMDB, como dos empresários das empresas terceirizadas e do próprio poder judiciário que juntos buscam atacar os trabalhadores com precarização das condições de vida e trabalho e o desemprego, entregando para a iniciativa privada o serviço de coleta garantindo enormes lucros a essas patronais.

Com os mesmos objetivos a prefeitura de Guarulhos na Grande São Paulo opera o fechamento da Proguaru, autarquia ligada à prefeitura do município que presta serviços de construção civil, manutenção, limpeza e conservação. os trabalhadores da Proguaru, assim como os trabalhadores da Comcap resistem há mais de uma semana em uma greve forte e manifestações ao fechamento da empresa e sua substituição por empresas privadas.

Essas lutas precisam ser apoiadas pelo conjunto dos sindicatos e centrais sindicais para que triunfem sobre os interesses privatistas desses agentes públicos que querem entregar o patrimônio público de mão beijada aos empresários capitalistas.




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