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Floresta amazônica sofre devastação 15% maior em 1 ano

O desmatamento na região amazônica atingiu, entre agosto de 2018 e junho deste ano, uma área total de 4.565 km². A área devastada é 15% superior ao volume verificado no mesmo período do ano anterior. Entre agosto de 2017 e junho de 2018, 3.975 km² de mata foram perdidas na Amazônia Legal.

quinta-feira 4 de julho| Edição do dia

As informações são do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter). Trata-se de uma ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão federal, usada para fiscalizar ações de desmatamento.

Entre ambientalistas, há apreensão quanto ao volume de devastação neste mês. Julho é marcado por um forte aumento de desmatamento na região.

Os dados do Deter ainda serão consolidados pelo balanço anual do governo, que fecha no fim deste mês, por meio de outro sistema, o Prodes, que filtra os dados e possíveis distorções causadas por nuvens, que podem prejudicar a apuração mais precisa das áreas atingidas.

Pontos críticos

O município de Altamira, no Pará, onde foi erguida a hidrelétrica de Belo Monte, segue no topo dos locais mais desmatados da Amazônia, com 234 km² de floresta perdida entre agosto do ano passado e junho de 2019.

A Floresta Nacional do Jamanxim, unidade de conservação que também fica no Pará, continua a ser o principal alvo do crime organizado que devasta a Amazônia em busca de madeira e grilagem de terras. Foram perdidos 85 km² de mata nativa no mesmo intervalo.

A política entreguista, privatista que favorece latifundiários e toda sorte de criminosos ambientais desse governo poderá levar a um quadro irreversível para a biodiversidade amazônica e para povos indígenas que estão sendo novamente liquidados. A questão ambiental se liga diretamente com o programa político e econômico de Bolsonaro para a classe trabalhadora e para a juventude, ao descarregar a crise nos de baixo, por meio da reforma da previdência e "ajustes" fiscais, mantendo fidelidade ao pagamento da fraudulenta dívida pública, esse governo visa favorecer a classe dos patrões, latifundiários e banqueiros, em detrimento da classe trabalhadora e pobre. Apesar de o desmatamento, degradação, grilagem e garimpo se intensificarem nesse governo, essas práticas nunca (nem nas gestões do PT) foram fortemente inibidas de forma a proteger de fato terras indígenas e o meio ambiente.

A única forma de se avançar por uma política de responsabilidade ambiental é lutando também pela transformação radical das relações agrárias, econômicas, políticas e sociais, colocando as terras, a indústria e o sistema financeiro e político a serviço da maior parte da população, e não mais em função do lucro de meia dúzia de indivíduos capitalistas.

Com informações da Agência Estado




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