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EMPRESÁRIO ATACA

Flávio Rocha, reacionário pré-candidato a presidência, chama MST e MTST de “terroristas”

quarta-feira 11 de abril| Edição do dia

Flávio Rocha é dono da Riachuelo, a maior indústria têxtil do país, sendo acusado de inúmeras denúncias por não cumprimento dos direitos trabalhistas. Ele realizou entrevista para a Folha de São Paulo, já começando sua campanha à pré-candidatura para presidência, falando de sua proposta liberal para a economia e suas ideias conservadoras e reacionárias como a defesa da maior idade penal.

O empresário inimigo dos pobres ainda chamou o MST e o MTST de terroristas. Ele afirma: “Acho que é terrorismo interromper uma rua, interditar uma marginal em um dia de trabalho. Está na hora de darmos um basta nas ações desses grupos.” Sendo contra esses movimentos que se articulam democraticamente em defesa de terra e moradia.

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Flávio Rocha também faz elogios ao grupo MBL na entrevista: “São liberais e defendem uma agenda com coerência. Nunca vi o MBL titubear ou trair o seu ideário.” O mesmo grupo que impulsionou nas redes sociais Fakenews sobre a vereadora Marielle Franco, assassinada mês passado por fazer denúncias sobre a intervenção federal no Rio, para denegrir sua imagem.

Não é de agora também que o grupo e o empresário reacionário tem envolvimento. Na própria entrevista Flávio diz que foi procurado pelo MBL pelo seu apoio às medidas do golpe institucional. O grupo também demonstrou apoio ao empresário quando o ministério publico multou sua empresa por pagar salários inferiores a terceirizados do nordeste e por não cumprir direitos trabalhistas que seus funcionários efetivados têm.

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Flávio Rocha é mais uma figura reacionária, assim como Jair Bolsonaro, que vem através da mídia mostrando seu ódio contra a classe trabalhadora, apoiando a precarização da terceirização e os ataques contra os seus direitos nas reformas trabalhista e da previdência. E também alardeia um discurso moral contra a criminalidade, mas na verdade só quer aumentar mais a repressão contra os mais pobres e, sobretudo, contra a juventude negra, tendo apoiado firmemente a intervenção federal no Rio de Janeiro. Com tudo isso, fica óbvio que chamar movimentos sociais de terroristas é apenas mais uma justificativa para defender uma repressão cada vez maior.




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