Flávio Bolsonaro homenageou Consultor de Segurança de Witzel preso por prática de tortura

O Consultor de segurança do governador Wilson Witzel foi preso, hoje, dia 28/02, a operação prendeu também mais quatro policiais acusados de extorquir dinheiro de pessoas.

sexta-feira 1º de março| Edição do dia

Imagem: Reprodução Facebook

Foram presos quatro pessoas. Segundo as investigações, eles se juntavam às equipes de policiais para realizar seus atos escusos.

Os investigadores afirmam que os quatro policiais teriam participado de uma extorsão contra os donos de uma oficina em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no dia 5 de julho de 2017.

O policial Flávio Pacca já recebeu moção da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a pedido do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, em 28 de outubro de 2005. Flávio já homenageou milicianos, e recentemente veio a tona que os possíveis assassinos de Marielle Franco já haviam sido homenageados pelo hoje senador.

"A operação foi lograda de êxito, sem baixas de policiais e culminando com a morte de um dos traficantes mais procurados do Estado, conhecido por “Bem-Te-Vi. Assim sendo, este policial foi um dos responsáveis por “recuperar” esse marginal, visto que a sociedade tem a certeza de que ele nunca mais estará apto a viciar o filho de ninguém, nem a levar o terror aos cidadãos fluminenses, prestando um relevante serviço social à população". Esse era o escabroso texto da moção assinada pelo então deputado Flávio Bolsonaro e o deputado coronel Rodrigues.

Tanto Witzel quanto Flávio Bolsonaro demonstram a cada passo que estão envolvidos até o pescoço com os poderes escusos, e que, muito longe de combater a criminalidade, seu alvo é, na verdade, os negros, trabalhadores e o povo pobre.

Policiais estão atirando em moradores de comunidades cariocas com a conivência do governador e esse último janeiro foi o de mais mortes pela polícia desde 98. Crimes e chacinas como a do Fallet e a morte de Jenifer assassinados brutalmente pela polícia são a materialização na prática do discurso de Witzel.

Com a aprovação do “pacote anticrime”apresentado por Sérgio Moro neste mês de fevereiro, que aumentará ainda mais a impunidade nos casos de violência policial isso tende a se aprofundar.

É preciso enfrentar os governos de ultradireita de Bolsonaro e Witzel. Para isso é necessário que as centrais sindicais, que organizam um amplo setor de trabalhadores rompam com a atual passividade, assumindo suas responsabilidades de direção do movimento político e sindical, e assim articulem um plano sério capaz de conectar o combate aos ataques econômicos que virão, com a luta por direitos humanos elementares que defendam a vida da juventude pobre e negra nas cidades. Esse plano de luta passa por barrar em primeiro lugar o novo pacote de atrocidades de Moro, mas avançar para acabar com os chamados autos de resistência, e também os tribunais militares em que eles mesmos se julgam e garantem sua própria impunidade.




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