Sociedade

Flavio Bolsonaro aplaude a intervenção e defende direito de matar aos soldados

"No Haiti o Exército tinha autorização legal para eliminar elementos hostis. Aqui no Rio os militares sequer terão poder de polícia." Já era de se esperar um posicionamento absurdo de Bolsonaro, e foi esse: aplaudindo a invasão do Haiti, a repressão do RJ e lamentando que o exército no Rio não terá as mesmas liberdades de repressão que no Haiti (o que é mentira).

sábado 17 de fevereiro| Edição do dia

Como viemos denunciando no Esquerda Diário, colocar o Exército nas ruas e no comando da polícia do Rio nada tem a ver com a segurança pública do estado, que já é calamitosa há anos e em nada foi resolvida com mais polícia e Exército, essa intervenção é uma manobra para aprofundar a repressão aos trabalhadores em vésperas da votação da reforma da previdência.

A repressão que já chacina a juventude negra nas favelas diariamente vai endurecer com essa intervenção. O defensor da ditadura Bolsonaro comemora, e ainda lamenta que não terão o poder de "eliminar elementos hostis" como no Haiti.

Na ocupação imperialista do Haiti (via Forças de "Paz"), em que o Brasil foi ponta de lança na repressão ao povo haitiano para defender os interesses dos EUA, eram diários e escancarados os assassinatos e abusos contra jovens negros, com casos de assassinatos de crianças, abusos sexuais e exploração sexual as vezes em troca de água. Pelo visto é esse tipo de poder que bolsonaro quer que os soldados nas ruas do Rio tenham (e que na verdade já têm).

Além disso tudo, a mentira: o exército terá sim poder de polícia. Diversas vezes, há anos e também recentemente, o exército foi incumbido de funções policiais, desde a invasão das favelas do Rio desde 2010 até há pouco, com seu emprego pela lei da Garantia da Lei e Ordem no Rio várias vezes até policiamento no Espírito Santo e no nordeste. Não é á toa que um general vai ficar no comando das polícias civil e militar do estado.

Fora tropas do Rio de Janeiro! Essa intervenção é inimiga dos trabalhadores e vem para garantir a aplicação dos ataques que Temer e os golpistas querem impor. Os trabalhadores tem que dar sua resposta a isso com uma Greve Geral nesse 19 de fevereiro, só com um plano de lutas contra a Reforma da Previdência e contra os ataques antidemocráticos de Temer podemos dar uma resposta a essa crise que seja favorável aos trabalhadores.




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