Sociedade

Fim da “apologia ao comunismo” é proposta em votação online no site do Senado

quarta-feira 31 de outubro| Edição do dia

Com a vitória eleitoral do candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro, que está de mãos dadas com o judiciário golpista e o imperialismo para destruir nossos direitos (a começar pelas aposentadorias), estão surgindo na internet diversas propostas de “Ideias Legislativas” e “Consultas públicas” no site do Senado, como parte da batalha de “varrer os vermelhos do Brasil”, que têm ganhado força principalmente entre “robôs militantes” do presidente eleito.

Não bastassem as absurdas votações para “Tornar crime o ensino de ideologia de gênero nas escolas brasileiras” – que buscaram concretizar na tentativa de passar o projeto Escola Sem Partido hoje –, ou então “Criminalizar o MST, MTST e outros movimentos ditos sociais que invadem propriedades”, e ainda a “Realização de exame toxicológico para matrículas e rematrículas em universidades públicas” para criminalizar a juventude e restringir ainda mais seu acesso à universidade, agora propõem a “Criminalização da apologia ao comunismo”.

A descrição da proposta prevê que o comunismo seja tratado como o nazismo no Brasil, incluindo a “foice e o martelo” na lei que criminaliza símbolos nazistas. Em suas palavras: “Assim como a Lei já prevê o ‘Crime de Divulgação do Nazismo’, a apologia ao COMUNISMO e seus símbolos tem que ser proibidos no Brasil”.

É preciso que as organizações de esquerda saiam em defesa dos métodos históricos de organização dos estudantes e trabalhadores, lutando contra todos esses ataques que a extrema-direita vem desenhando, mostrando que Bolsonaro pode até vencer nas urnas nessas eleições manipuladas, ou ainda em votações absurdas na internet, porém nas ruas e nas greves a vitória será dos trabalhadores organizados, como já mostraram nessa semana atos cheios em várias universidades pelo país contra atos falidos da direita.

A estratégia do PT segue sendo meramente parlamentar e eleitoral – o que com o resultado das eleições se mostrou absolutamente impotente para frear a extrema direita e Bolsonaro. Apontam isso ao declarar que agora é preciso aguardar "baixar a poeira", o que serve apenas a sua política de "aguardar 2022". Seguem sem apostar na mobilização dos milhares de sindicatos e entidades estudantis que dirigem, o que poderia dar uma saída para a crise que fosse pela luta de classes. Com isso deixam bilhões a mercê de fake news que retratam o comunismo como uma ideologia que quer “transformar o Brasil na Venezuela” (que está longe de ser comunista), em vez de uma ideologia que serve para a libertação da exploração capitalista.

Mais que nunca precisamos romper com essa passividade e exigir que CUT, CTB, UNE e todos os sindicatos e entidades estudantis convoquem imediatamente comitês de base e assembleias para organizarmos nossa luta, uma luta do tamanho desse país que possa se inspirar no exemplo de 28 de abril de 2017 para barrar a reforma da previdência e fazer com que os capitalistas paguem pela crise que criaram!




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