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Filas intermináveis e demissões marcam atribuição de aula dos professores do estado de SP

terça-feira 30 de janeiro| Edição do dia

foto: atribuição de aula na Zona Oeste de SP

O ano de 2018 não começou bem para uma grande parte dos professores da rede estadual de São Paulo. Professores que não são efetivos, que possuem inúmeras formas de contratos diferentes, encontraram, mais uma vez uma situação de grande precariedade no processo de atribuição de aulas (momento em que o professor tem atribuída a quantidade de aulas, escola e matérias específicas nas escolas).

Além dos professores efetivos, sob a gestão do PSDB, inúmeras formas de contratos foram criadas para possibilitar uma maior precarização do trabalho docente, bem como dividir uma categoria muito grande que já protagonizou diferentes lutas.

Esses professores atribuem suas aulas após todos os efetivos. Para eles são destinadas as vagas remanescentes. Esse processo é fruto de uma política do estado para não criar concursos, retirar a estabilidade de professores e criar um contingente que sirva para cobrir as vagas que são deixadas pelo alto índice de abandono da carreira docente, uma vez que é a profissão que exige ensino superior com pior remuneração. Além disso, a permanente política de fechamento de salas de aula por todo o estado, também é outro fato que impacta na hora da atribuição, uma vez que são menos aulas a serem ministradas.

O resultado disso é que os dias de atribuição de aula desses professores é repleto de situações absolutamente desumanas, quando professores permanecem horas, às vezes dias inteiros e muitas vezes não saem com aulas atribuídas. Professores com 15 anos de profissão, próximos a se aposentar, novos ingressantes, remanescentes dos concursos que nunca foram convocados, são sujeitos a isso todos os anos. O descaso é tão grande, que nos últimos anos, até mesmo a atribuição dos professores efetivos passou ocorrer uma série desses problemas. O resultado disso é que milhares de professores ficam sem aulas.

O Esquerda Diário e os militantes do movimento “Nossa Classe – Educação” estiveram presentes nas atribuições de aula em São Paulo, Campinas e Santo André, e estamos organizando notas e denúncias para mostrar esse absurdo ao qual a educação pública e os professores estão submetidos. Veja abaixo denúncias:

Envie também seu vídeo denunciando esses absurdos que nós publicaremos no Esquerda Diário

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