Sociedade

GCM NA CRACOLÂNDIA

“Ficamos todas peladas”, disse mulher sobre ação da GCM de Dória na Cracolândia

Na última quinta, 28, a Guarda Civil Municipal (GCM) de São Paulo realizou revista íntima em mulheres na Cracolândia em contêiner, após conflito com usuários na dita “ação de limpeza”. Elas tiveram que tirar a roupa e agachar três vezes, “como se tivesse na cadeia”, expressou moradora da região, em entrevista ao SPTV.

sexta-feira 29 de setembro| Edição do dia

Foto: Reprodução/TV Globo

Pessoas que trabalham próximo ao local relataram em redes sociais que houve correria e tumulto. Além disso, morador diz que os policiais bateram com canos e chutaram os usuários para intimidá-los e obrigá-los à revista. Outra moradora achou que o que as mulheres passaram “foi uma opressão, de verdade”.

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo considerou que a ação de revista feita pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) aos usuários de droga na Cracolândia, região central da capital, na quinta-feira, 28, extrapolou os limites legais. "As imagens que vi ontem (quinta-feira) são terríveis, as pessoas ficaram encurraladas em um espaço, em uma situação absolutamente degradante, como se fossem animais no curral", disse Carlos Weis, coordenador do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos.

Alderon Costa, ouvidor-geral da Defensoria Pública, considera que foi uma situação vexatória: “O visual que nós tivemos foram de umas 200 pessoas sentadas, vigiadas por vários GCMs, e aos poucos iam se levantando para serem revistadas. O relato que chegou até nós é que as mulheres eram despidas e tinham que agachar. Então era uma situação vexatória”.

Esse acontecimento demonstra mais uma vez a repressão do governo municipal de João Dória contra os usuários da Cracolândia, mas também contra as mulheres, pela própria ação da GCM e pela resposta de seu secretário municipal de Segurança Urbana, José Roberto Rodrigues de Oliveira. Ele nega que houve revista íntima e afirma também que existem três tipos de revista, a normal, a minuciosa e a íntima, sendo que a última só é feita em presídios. “Não foi feita nenhuma revista íntima, isso posso te garantir”, disse à Globo.




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