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GREVE CPTM

Ferroviários da CPTM entram em greve a partir da 0h desta quarta-feira

Os ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) paralisam suas atividades desde a 0H desta quarta-feira, 03 de junho, nas linhas 07-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira. Trabalhadores das linhas 07, 10,11 e 12 paralisam suas atividades nesta quarta-feira, 03, pela equiparação dos benefícios com valor pago aos metroviários e 9,29% de reajuste.

quarta-feira 3 de junho de 2015| Edição do dia

Os ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) paralisam suas atividades desde a 0H desta quarta-feira, 03 de junho, nas linhas 07-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira. Os trens da CPTM são responsáveis pelo transporte de milhões de usuários diariamente, a grande maioria deles composta por trabalhadores que moram nas cidades periféricas que formam a região metropolitana de São Paulo. Os trabalhadores das linhas 08-Diamante e 09-Esmeralda não aderiram à paralisação.

A representação sindical dos trabalhadores das seis linhas da CPTM é divida em três sindicatos distintos, cada um deles representa um par de linhas. Essa estranha divisão, que só enfraquece a luta dos ferroviários, foi herdada da época em que as linhas ferroviárias eram operadas por diferentes empresas, antes da unificação que deu origem a CPTM em 1992.

Em reunião no TRT realizada nesta terça, 02, a direção da empresa –que assim como o Metrô é vinculada a Secretaria de Transportes Metropolitanos e controlada pelo governo tucano de Alckmin – ofereceu 8,2% de reajuste sobre os salários e benefícios como vale refeição e alimentação.

Em assembleias realizadas no fim do mesmo dia, os ferroviários das linhas 07,10,11 e 12 recusaram a proposta e exigem reajuste de 9,29%, mais a equiparação com os valores dos benefícios – vales refeição, alimentação e maternidade – recebidos pelos metroviários de São Paulo.

A CPTM é considerada por muitos como “a prima pobre do Metrô”. Tal divisão parece ter sido criada e alimentada pelo governo paulista para justificar menores investimentos e piores condições de trabalho para a CPTM, que presta um serviço similar ao do Metrô.

Leonildo Canabrava, secretário-geral do sindicato Central do Brasil, que representa as linhas 11 e 12, disse sobre o tema “Nossa luta é para igualar os benefícios com os companheiros do Metrô. Temos certeza que a unidade [entre as duas categorias] é uma prioridade e devemos construir isso. De maneira nenhuma nos consideramos inferiores e nem superiores a eles. Somos todos metroferroviários”.

Felipe Guarnieri, trabalhador da estação Santa Cruz do Metrô e integrante do Metroviários pela Base, declarou que “mesmo não entrando em greve este ano, tentaremos levar a maior solidariedade possível aos companheiros da CPTM.
Estamos organizando metroviários para ir aos piquetes e assembleias para levar esse apoio. Estamos de pleno acordo com suas reivindicações e queremos que passem a ganhar o mesmo que nós o quanto antes. Somos parte da mesma categoria, se juntarmos nossas forças ficará muito mais difícil para os tucanos nos atacarem e avançaremos para melhorar a qualidade do transporte público”




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