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PREVIDÊNCIA SOCIAL

FenaPrevi endossa ataques do governo sobre a Previdência

Presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), defende necessidade de reformas imediatas e estruturais, dentre outras o aumento da participação da iniciativa privada, frente a insustentabilidade da Previdência Social.

quarta-feira 24 de agosto| Edição do dia

Em declarações do presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Edson Franco, ele defendeu a necessidade de reformas tanto imediatas quanto estruturais na previdência, visto a sua iminente insustentabilidade frente o crescimento demográfico projetado.

Como reformas imediatas necessárias, Edson Franco defendeu a fixação de uma idade mínima, que deve ficar entre 65 e 67 anos, em total sintonia com os ataques planejados pelo governo golpista de Temer. Outros ajustes seriam: a desvinculação do reajuste das aposentadorias pelo salário mínimo, que prevê correção pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior mais inflação, ou seja, na prática, manter os benefícios congelados e o poder de compra do beneficiário à mercê da inflação; além da proibição do acúmulo de benefícios.

Quanto as reformas estruturais necessárias, no seu entendimento, seria: desvinculação entre benefícios assistenciais de benefícios previdenciários. No grupo dos benefícios assistenciais estão, por exemplo auxílio doença e auxílio a trabalhadores rurais que nunca contribuíram com a previdência. As pensões assistenciais deveriam ser sustentadas por impostos e não entrar na conta geral de quem contribuiu com o sistema.

Além de, obviamente defendendo os interesses da federação que representa, um sistema de capitalização individual, bem como a contribuição voluntária para a previdência complementar, que na verdade significam o aumento da participação privada na Previdência Social.

Já havíamos desmascarado essa chantagem por parte do governo,a farsa da crise da Previdência Social. O governo alardeia essa pretensa crise, transformando o superavitário orçamento da Previdência, desde que contabilizado corretamente seu orçamento total, em déficit. Enquanto o alvo imediato do governo para ajustar as contas públicas é a previdência, para descarregar a crise sobre as costas dos trabalhadores, sempre no sentido de cortar gastos; políticas na contramão dessa proposta, elevar a arrecadação, taxando os mais ricos, nunca são nem mesmo cogitadas. Reformar o sistema tributário, que taxa muito mais o consumo do que a renda, pesando mais no bolso do trabalhador do que nos dos mais ricos. Endurecer o combate contra a sonegação de impostos e a evasão de divisas. O não pagamento da dívida pública.

Alguns dos dados que o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) esquece de mencionar são do aumento da rentabilidade dos negócios que ele representa, as contribuições para a previdência aberta somaram R$ 40,3 bi até maio, alta de 10,7% em relação a 2015. É somente aos interesses desses rentistas do mercado financeiro, que essas reformas da previdência corresponderão.

Os patrões que nos exploram a vida toda vão explorar cada vez mais com a reforma da previdência. Estes não querem que nós trabalhadores tenhamos um mínimo de dignidade nem no fim de nossas vidas. Falam que é necessário "mexer na previdência", mas não se discute que os patrões lucraram milhões e que são eles que devem pagar pela atual crise econômica.

Assim, as cartas estão colocadas na mesa, essas medidas propostas são uma continuidade aprofundando as medidas já aprovadas no governo Dilma, onde o PT iniciou as mudanças na previdência, aprovando um projeto onde ano a ano faz com que as pessoas demorem mais para se aposentar, a fórmula chamada 85/95 que vai aumentar um ano a cada dois até alcançar 90/100. É fundamental que a juventude e os trabalhadores organizem um plano de luta para impedir esses profundos ataques, assim como na França, unir forças exigindo das centrais sindicais ligadas ao petismo que coloquem suas forças na rua, parem de demagogia onde só falam de luta, mas nada organizam. Um plano de luta que impeça as demissões, os cortes, e tire das mãos desses políticos suas chantagens que das duas opções todas vem no sentido de atacar a população, entre a previdência, a saúde e educação, devemos lutar pelas três, contra esse regime de privilegiados e os lucros dos capitalistas.




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