Sociedade

GOLPE E ESPORTES

Felipe Nasr tem encontro com o golpista Temer e diz que discutiu ‘um interesse em comum’

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

sexta-feira 26 de agosto| Edição do dia

Recebido pelo o presidente golpista Michel Temer, o piloto de Formula 1, Felipe Nasr, se disse ‘’neutro’’ em relação ao golpe institucional e ‘’negou’’ que tenha vindo demonstrar apoio ao governo golpista. De acordo com o piloto "Não vim mostrar apoio. Como eu falei, vim como representante do meu País, vim mostrar minha postura, minha disponibilidade de ajudar o país"

Segundo o piloto da Sauber, a conversa realizada a convite de Temer para falar de "um interesse comum" serviu para que o piloto se colocasse à disposição para "ajudar a formular políticas de incentivo à descoberta de novos atletas". De acordo com Nasr "fico à disposição de qualquer auxilio, sempre expandindo e melhorando o meio automobilístico" e terminou dizendo "Eu, como representante da maior categoria de automobilismo do mundo, representando o País, representando o Brasil, queria compartilhar isso com ele".

Uma negociata para favorecer a empresa Renault.

Sabemos que uma das questões que estavam em pauta na conversa de Felipe Nasr com o presidente golpista foi para obter ajuda de Temer para negociar uma vaga na Equipe Renault na temporada de 2017. Sabemos também que o presidente executivo da empresa francesa Renault, Carlos Ghosn, é brasileiro e que o próprio Felipe Nasr é patrocinado pelo o Banco do Brasil.

Apesar de Michel Temer não ter garantido ajuda a Felipe Nasr conseguir uma vaga na equipe Renault, sabemos que tem muita coisa debaixo dos panos.
Sabemos que um dos motivos do golpe institucional ter ocorrido foi para que as grandes empresas imperialistas tenha mais espaço no mercado brasileiro.

Por trás do pedido de ajuda de Nasr ao golpista Michel Temer de ajuda para que ele consiga uma vaga na equipe Renault, tem como intenção dar mais espaço para empresa francesa no Brasil, usando o piloto de Formula 1 como "garoto propaganda" da multinacional.

Por trás desta negociação, Felipe Nasr também sairia ganhando ao se colocar disposto a ‘’ajudar políticas para incentivo à descoberta de novos atletas’’.

Sabemos que o automobilismo é um esporte anti – democrático, porém uma negociata como esta não está a serviço de mudar este quadro. Por trás da sua política de "incentivo á descoberta de novas atletas" vai servir na verdade como um verdadeiro balcão de negócios para grandes empresas buscarem patrocínio e as montadoras.

Mais uma vez, o esporte demonstrou não estar por fora das negociatas espúrias políticas e econômicas. Todas as modalidades esportivas, de um lado, são uma verdadeira fonte de lucro para os grandes empresários e banqueiros e sofrem influência em todos os sentidos de negociatas políticas. Mais do que nunca é necessário questionar todas estas relações.




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