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Federação Agrária: preocupação é com subsídios aos lucros, não com a alta das tarifas à população

quinta-feira 24 de maio| Edição do dia

Ao analisar o reflexo do aumento dos preços do diesel, que já afetam toda a produção brasileira, o presidente da Faesp (Federação da Agricultura do Estado de SP), Fábio Meirelles, afirmou que a solução para os elevados custos dos combustíveis "precisa ser imediata, pois com o comprometimento do escoamento da produção, o abastecimento da população pode ser comprometido, em razão dos dias de paralisação".

Este representante da grande patronal agrária disse que a Federação mostra preocupação com as perdas onerosas do setor da agropecuária, "sempre prejudicado com a adoção de políticas que dificultam o trabalho do homem do campo. E alerta que o governo precisa estar ciente de que a falta de providências para diminuição dos preços do diesel afetam toda a cadeia produtiva brasileira, desde o agronegócio, indústrias, transportes, serviços."

Reitera que, no final, quem também é penalizado, sobremaneira, com a presente situação é a população, que pode vir a sofrer descontinuidade no abastecimento. "A situação se agrava, pois com os portos, estradas interditadas, certamente a balança comercial brasileira será prejudicada, já que os setores de produção poderão ter dificuldades na exportação pela burocracia, inclusive de tempo e hora (afetados). É uma verdadeira bola de neve, pois aumentam os custos da produção, devido a fretes, junto ao setor industrial, varejo, causando por consequência, a necessidade de aumento dos preços dos produtos aos consumidores".

Este é o símbolo de como a patronal dos transportes e da agricultura busca expropriar a indignação das massas contra o aumento de tarifas para seus próprios fins. Não estão nem aí para os prejuízos à população. Buscam somente a redução do preço do óleo Diesel e mais suculentos subsídios a seus lucros privados. Não há a menor preocupação destes magnatas fazendeiros e empresários do transporte sobre se as famílias terão gás de cozinha barato, serviços eficazes ou se os motoristas de ônibus terão melhores condições de trabalho.

Como já afirmamos antes, não será das mãos de patrões, mas dos trabalhadores que poderemos garantir combustível barato. Isso só é possível através da luta por uma Petrobras 100% estatal sob gestão dos trabalhadores petroleiros e com controle popular, como dissemos aqui.




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