GREVE FEDEX

FedEx anuncia 6.000 demitidos: dois dias de greve na Bélgica e na Itália

Foram dois dias quentes para os trabalhadores da FedEx-TNT na Itália e em toda Europa. Enquanto a multinacional estadunidense de transporte de bens anunciava um plano que implicaria em quase 6.300 demitidos, os trabalhadores dos armazéns tem dado lugar a uma onda massiva de greves em Lieja (Bélgica) e em toda Itália, de Milão a Piacenza, de Bolonha a Florença, de Roma a Nápoles.

sábado 23 de janeiro| Edição do dia

Sem embargo, a decisão da empresa não é uma surpresa, já que desde que FedEx adquiriu TNT se vive falando com frequência de reduções de pessoal e reestruturações corporativas, e na Itália já houve uma primeira onda deste tipo há quatro anos.

Na realidade, na planta Belga de Lieja, em que trabalham atualmente 1.700 pessoas, e onde há 671 despedidos, paralisaram-se todas as atividades durante 48 horas, fazendo com que os aviões de carga não pudessem chegar ao seu destino.

Na Itália a situação é ainda mais confusa, de fato, as demissões a que se refere a multinacional seriam direcionadas a trabalhadores diretos. E os milhares de trabalhadores subcontratados, ou a grande maioria dos trabalhadores de armazém e condutores? Não há resposta definitiva. Ontem, no segundo dia da greve convocada pelo sindicado Si Cobas, também se unificaram os aderentes do sindicato ADL Cobas presente principalmente em Veneto, enquanto que as organizações confederadas CGIL CISL e UIL, todavia, não se sabe nada.

Durante dois dias realizaram-se assembleias e greves por toda Itália.

Sobre a greve dentro das fronteiras nacionais [Na Itália, N. do T.], pode se dizer que houve um êxito total, até o ponto que hoje a empresa emitiu um comunicado no qual declara que os serviços de coleção e entrega nacionais e internacionais ficam suspensos temporariamente nas filiais atendidas pelos armazéns de Bolonha, Brescia, Modena e Nápoles. Evidentemente, a responsabilidade volta a recair nos trabalhadores em greve, e não é a primeira vez.

Não, a realidade é outra: a empresa multinacional desde muitos anos, depois da aquisição de TNT, está perdendo posições frente à competição cada vez mais feroz dos gigantes do setor e é esta crise que deseja descarregar sobre os milhares de trabalhadores, aos quais já faz anos que não reconstituem direitos básicos, que frequentemente são estrangeiros (ao menos na Itália), sempre superexplorados com o sistema de contratos e subcontratos, confiado às cooperativas, o menos ambíguo. Desde então, os tempos têm mudado e muitos desses direitos negados foram ganhando os trabalhadores para dias e dias de greves, resistindo à repressão e às ameaças.

Agora, é necessário utilizar desta combatividade para organizar a resistência aos mortíferos planos de reconstrução da empresa. Exigir a unidade de todos os trabalhadores subcontratados e diretos dispostos a lutar com ou sem o sindicato e apelar à solidariedade internacional de todos os trabalhadores da Itália, Bélgica e qualquer lugar onde a FedEx tente demitir.




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