Sociedade

GOVERNO BOLSONARO

Fazendo demagogia com desespero de desempregados, empresários preparam ataques

A desculpa de gerar mais empregos é apenas uma forma de tentar angariar o apoio popular se apoiando no desespero dos setores desempregados, e esconder que querem é gerar mais enriquecimento para os mesmos empresários de sempre.

quarta-feira 12 de dezembro de 2018| Edição do dia

Grandes empresários que apoiam Jair Bolsonaro por conta das brutais medidas com as quais este promete tentar avançar contra os trabalhadores e demais setores populares da sociedade, querem iniciar 2019 gerando inúmeras vagas de trabalho precário em uma suposta tentativa de ’’estimular a economia’’, assim que o novo governo do reacionário tomar posse. A desculpa de gerar mais empregos é apenas uma forma de tentar angariar o apoio popular se apoiando no desespero dos setores desempregados, e esconder que querem é gerar mais enriquecimento para os mesmos empresários de sempre.

Sem revelar a qualidade destas vagas que vão ser criadas, a ideia organizada pelo movimento Brasil 200 é que já no mês de janeiro, implementar uma iniciativa chamada de ’’empregue mais um’’. Porém, pelo histórico deste movimento e dos interessados nesses tipo de medida, já da pra saber que tipo de vagas serão criadas: precárias, sem direitos e condições básicas para o trabalhador, lucros os maiores possíveis para os empresários.

O movimento Brasil 200, lançado em janeiro de 2018 em Nova Iorque, por ninguém menos que o empresário Flavio Rocha, dono da rede de varejos Riachuelo e que em 2017 foi processado por deixar trabalhadores em [regime de semiescravidão http://www.esquerdadiario.com.br/Dono-da-Riachuelo-e-processado-em-R-37-7-milhoes-por-deixar-trabalhadores-em-regime-semiescravo], um dos entusiastas da aplicação da [reforma trabalhista http://www.esquerdadiario.com.br/Ansioso-dono-da-Riachuelo-quer-cortar-direitos-dos-trabalhadores-imediatamente] – que nada mais é do que jogar sobre as costas dos trabalhadores uma crise que não foram eles que fizeram., ao retirar todos seus direitos básicos.

A ação deste movimento é encabeçada por nomes que apoiaram a candidatura de Jair Bolsonaro. Um dos empresários que dirige o movimento Brasil 200, Gabriel Kanner, se pronunciou de maneira extremamente demagógica tentando esconder que tem um plano em comum com Bolsonaro, que quer trabalhar para a estabilidade do governo e pra que seus pares possam enriquecer a vontade. De maneira bastante abstrata, Gabriel afirmou que ’’Alguns nomes estão próximos ao Bolsonaro, mas a campanha não tem nenhuma ligação formal com o governo federal. Isso foi uma iniciativa própria do Brasil 200, visando a recuperação da economia e o bem do país’’.

"O bem do país", leia-se dos empresários que vem de fora para saquear o país. Obviamente, para avaliar essa declaração, temos que levar em consideração todos os acordos de bastidores que estes mesmos empresários fazem ou já fizeram com o Jair Bolsonaro e o PSL para poderem sair mais favorecidos. O movimento Brasil 200 conta com nomes como João Apolinário, da Polishop e Edgard Carona das academias de ginastica Bio Ritimo e Smart Fit, dentre outros exploradores conhecidos. Também chama atenção nesta iniciativa pretensamente independente, é o fato de Luciano Hang da Avan, o mesmo que assediou os seus trabalhadores para votarem no Bolsonaro, já ter disponibilizado 5000 vagas.

Apolinário não esconde a sua vontade de aumentar a sua taxa de lucro as custas da exploração dos trabalhadores sob o novo governo. Nas suas palavras ’’Estamos entrando em uma nova era de confiança, animo e engajamento do empresariado, e isso tende impactar positivamente os diversos setores do mercado de trabalho’’.

O lançamento do programa Brasil 200 será feito na golpista FIESP, e quem presidiará a sessão será o próprio Paulo Skaf, presidente da instituição. É possível restar dúvidas das inúmeras relações desse um movimento que se diz pretensamente ’’civil e independente’’ com velhos os políticos e também os grandes empresários que dirigem e saqueiam nosso país há décadas?




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