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RACISMO POLICIAL

Familiares acusam a polícia de matar Matheus saindo da igreja na noite de ontem, no RJ

Matheus Melo (23), jovem negro, estava saindo de moto da Favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, quando foi assassinado pela polícia militar, segundo relatos da família. Havia acabado de deixar a namorada em casa após saírem de um culto da igreja.

terça-feira 13 de março| Edição do dia

Pessoas que estavam no local tiveram que levar Matheus para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) utilizando uma “burrinha”, espécie de carrinho de mão, mas ele não resistiu aos ferimentos.

Familiares e amigos acusam a polícia pela morte de Mateus e moradores da região afirmaram que não havia tiroteio no momento em que o jovem foi morto.

Em entrevista ao G1, uma tia do jovem diz: “A polícia não parou, não pediu documentos. Simplesmente metralhou. E agora depois que eles mataram, nem na UPA apareceram. Foram para dentro da comunidade para ter tiroteio, para falar que foi bala perdida. Só que ele já estava morto há muito tempo. Então, a gente está pedindo justiça. A gente sabe que ele não vai voltar, mas quantos filhos, quantas mães vão chorar? ”

Recentemente, o ISP (Instituto de Segurança Pública) divulgou que ao menos 154 pessoas foram mortas pelas polícias no Estado do Rio de Janeiro no mês de janeiro deste ano. É o maior número já registrado desde 2003 e com a intervenção federal no Rio de janeiro, esses dados só tendem a aumentar. A polícia se recusou a responder a acusação da família.

Apesar da denúncia não ter sido confirmada, é bastante evidente pelos relatos da família que a polícia mais uma vez arbitrou contra a vida de um jovem negro e morador da favela, o que não seria a primeira vez nem mesmo no Jacarezinho. A intervenção federal no RJ vem para massacrar ainda mais essa população, não sendo nenhuma alternativa de combate à violência, ao contrário do que prometem os golpistas.




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