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ELEIÇÕES 2016 RIO

Família de delegado quer processar Crivella por calúnia e difamação

A prisão de Marcelo Crivella (PRB) em episódio em que ameaçou um vigia para que deixasse um terreno de propriedade da Igreja Universal foi uma grande polêmica na corrida eleitoral carioca nessa semana. Crivella afirmou que o delegado cometeu "abuso de autoridade", e agora a família do delegado, já falecido, quer processá-lo por calúnia e difamação.

quarta-feira 26 de outubro| Edição do dia

Foi a revista Veja a responsável por tirar a poeira do caso da prisão de Crivella e transformar o assunto em um debate quente no segundo turno da eleição para a prefeitura do Rio.

A acusação colocou a campanha de Freixo na ofensiva, com inserções televisivas tratando do tema, e ajudou a fazer com que Crivella desaparecesse de todos os debates, sabatinas e entrevistas nessa última semana de campanha.

Para se defender, Crivella disse que o delegado João Kepler Fontanelle "abusou de sua autoridade". A declaração ofendeu a família do delegado responsável pela autuação de Crivella, que respondeu publicamente, por meio de Flávia, filha do delegado, dizendo que: "Nós estamos extremamente consternados e indignados com essa tentativa de manchar a imagem do meu pai. É como se estivessem matando ele pela segunda vez. Colocar a culpa em alguém que já morreu e não pode se defender é muita falta de escrúpulos. Ele acusa meu pai de abuso de autoridade para alcançar vantagens políticas a qualquer custo."

A acusação contra Crivella, no primeiro registro, era de invasão de domicílio, pois o então pastor invadiu com capangas a casa do vigia que havia passado a morar no terreno da Igreja Universal. Contudo, depois o delegado mudou a acusação para "exercício arbitrário das próprias razões", ou seja, tomar uma questão da justiça (já que o terreno era legalmente da Universal) para resolver "com as próprias mãos".




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