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MARIELLE FRANCO

Família de Marielle Franco faz coletiva de imprensa no dia 14 de março exigindo justiça

No dia 14 de março se completaram dois anos do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, um crime político em meio ao golpe institucional no Brasil e que chocou o país e o mundo. A morte da quinta vereadora mais bem votada, negra, LGBT, moradora da Maré e que se colocava na luta contra o racismo, machismo, lgbtfobia, pelos direitos humanos, faz ecoar à exigência de justiça de seu inaceitável assassinato.

domingo 15 de março| Edição do dia

No dia 14 de março se completaram dois anos do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, um crime político em meio ao golpe institucional no Brasil e que chocou o país e o mundo. A morte da quinta vereadora mais bem votada, negra, LGBT, moradora da Maré e que se colocava na luta contra o racismo, machismo, lgbtfobia, pelos direitos humanos, faz ecoar à exigência de justiça de seu inaceitável assassinato.

Neste sábado foi realizada uma coletiva de imprensa do Instituto Marielle Franco em parceria com a Anistia Internacional, como parte da permanência desta exigência. A coletiva contou com o pronunciamento da mãe da vereadora, Marinete Silva e sua irmã, Anielle Franco, estavam também o pai Antonio Silva e a filha de Marielle, Luyara Santos.

“Nesses dois anos têm muitas perguntas sem respostas”: afirmação feita pela Marinete da Silva, logo no início, deixa claro o quão absurdo e significante é o assassinato que segue hoje com suas investigações lentas, com um processo com “respostas muito vagas”, “velado”, e com “um tempo de um processo que não é o nosso”, e sinalizou que mesmo diante desses atrasos há de se considerar que a participação dos órgãos competentes somada a contribuição de todas as pessoas, estão contribuindo positivamente e que é necessário que continuemos fortemente indo às ruas em busca da cobrança: justiça por Marielle e Anderson. Não deixando de destacar que hoje seria certamente um dia de atos pelo Brasil e no resto do mundo, porém “vocês já sabem o que tá acontecendo”, as medidas consequenciais ao coronavírus fez com que fossem cancelados.

A Casa Marielle, temporariamente presente no Rio de Janeiro, teve sua inauguração no dia 1º de março deste ano, e como sinalizou a Anielle Franco (irmã da Marielle): “a gente colocou 7 mil pessoas na inauguração da Casa Marielle”, “estávamos com quase 10 mil pessoas confirmadas” nos eventos e ato que foram organizadas para hoje no Rio de Janeiro, o que demonstra, mesmo que isso não signifique contemplar toda a luta entorno do rechaço de seu assassinato, como as iniciativas de luta em constante construção demonstram o quão forte são e podem ser, mesmo diante de vários impasses impostos pela realidade, como foi o caso no 1º de março, em que o Rio de Janeiro passava por chuvas fortes. Inclusive destacou que o assassinato de Marielle e Anderson também indigna e coloca pessoas no mundo inteiro a concretizar a indignação por meio da luta, como pode ser visto através do site do Instituto Marielle Franco onde havia “mais de 100 lugares espalhados no mundo inteiro” cadastrados em ações em torno do tamanho absurdo assassinato. Para além das atividades e atos que foram interrompidos de acontecerem hoje, e de todas as realizações que estão acontecendo, Anielle destacou os “Amanheceres por Marielle” realizados na manhã deste sábado em lugares como Estácio, Maré, Manguinhos, Lapa, como forma permanecer marcando o legado de Marielle.

Anielle também destacou a reunião da família com o governador do Estado, Wilson Witzel, realizada ontem, como mais uma forma de cobrar justiça.
Diante do prosseguimento dos dois anos do assassinato de Marielle e Anderson, o Esquerda Diário, junto com estudantes e trabalhadores, se coloca a disposição na luta por exigência de justiça. Como parte de construir uma forte campanha, iniciamos e fazemos um convite a todos que queiram estar junto com a gente nessa e a conhecer a campanha #JusticaPorMarielle. Contra o avanço do autoritarismo do governo Bolsonaro, que é parte significante de não haver respostas até hoje e afirmando e apostando que a saída para que haja uma resposta seja a nossa força e luta nas ruas, ligando as demandas de toda a classe trabalhadora e exigência de justiça.




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