Sociedade

SANEAMENTO BÁSICO

Falta de saneamento básico para metade da população é símbolo do desamparo social dos mais pobres no país

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Regional somente 53,2% da população população brasileira tem acesso a rede de esgoto. Os dados referentes a 2018 apontam uma situação dramática dos brasileiros que se quer tem acesso à condições de moradia dignas.

terça-feira 10 de dezembro de 2019| Edição do dia

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Regional somente 53,2% da população população brasileira tem acesso a rede de esgoto. Os dados referentes a 2018 apontam uma situação dramática dos brasileiros que se quer tem acesso à condições de moradia dignas.

Em 2018, a rede de coleta de esgoto atende somente 105,5 milhões de pessoas. O levantamento também aponta que somente 46,3% de todo o esgoto gerado no país é efetivamente tratado.

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É diante desse cenário que as condições de saúde tem uma piora extraordinária. Centenas de doenças infecciosas são importantes indicadores de qualidade de vida e moradia, que somado a esses dados indicam uma dramática situação dos brasileiros.


Esgoto a céu aberto é uma fonte riquíssima em doenças

O Rio de Janeiro é um dos estados mais arrasados pela crise e que mostra graficamente este quadro da saúde e das condições de vida. Em períodos de chuva intensa, enchentes tomam a cidade expondo a população às mais diversas infecções. Em maio, por exemplo, até mesmo na Unirio, em Niteroi, 5 casos de hepatite A em alunos foram registrados após chuvas. Este ano foi observado um aumento de 600% nos casos de zika.

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O cenário do abastecimento de água no Brasil é menos dramático, mas ainda expõe uma profunda desigualdade no país: 16,4% dos brasileiros não possuem água encanada em suas moradias.

A resposta do governo Bolsonaro ao dilema da situação de saneamento básico no Brasil não poderia ser diferente: privatização. O projeto do Marco Legal do Saneamento quer colocar a iniciativa privada para lucrar com o abastecimento de água e com o tratamento de esgoto no país.

Ou seja, enquanto centenas de milhares de brasileiros são furtados de um direito básico de receberem tratamento de esgoto, sendo expostos às condições de vida mais precárias possíveis, o governo Bolsonaro avança para entregar ainda mais a necessidade fundamental de muitos à exploração e lucro de poucos.

O direito à moradia digna e à saúde, para além das paredes do hospital, e sim abarcando acesso à água e esgotos tratados, bem como alimentação, são direitos básicos e legítimos. É preciso enfrentar o governo Bolsonaro que avança para privatizar mesmo os aspectos mais elementares da vida dos trabalhadores e da população pobre para garantir que a conta da crise capitalista não recaia sobre os ombros daqueles que a criaram.




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