SAÚDE CAMPINAS

Falta de fraldas geriátricas prejudica pacientes e enfermeiros no Mário Gatti

A crise na saúde em Campinas segue piorando. São muitas as denúncias sobre as longas filas de espera nos principais hospitais e UPAs da cidade, também sobre a falta de insumos e itens básicos, como as fraldas geriátricas, essenciais aos pacientes idosos e que sofreram AVC. Em meio a crescente precariedade até mesmo conflitos entre pacientes e as equipes de saúde se tornam comuns. É uma realidade inaceitável, de responsabilidade da prefeitura de Jonas com seu descaso pela vida da população.

quarta-feira 17 de outubro| Edição do dia

Nesta segunda, 15, no Mário Gatti, um dos maiores hospitais de Campinas, a falta de fraldas geriátricas afetou idosos e as pessoas que sofreram AVC. A equipe de enfermagem teve seu trabalho redobrado e precisou improvisar utilizando roupas no lugar das fraldas descartáveis, além de que os pacientes que ficaram expostos nessa situação tiveram que ser submetidos a uma quantidade maior de banhos, o que pode levar a outros problemas, como resfriados.

Essa precariedade é um exemplo dentre muitos que tomam outros hospitais públicos e Unidades de Pronto Atendimento na cidade. Faltam remédios, insumos, materiais como macas, cadeiras de rodas etc. No inverno os leitos infantis da cidade estiveram hiper-lotados, sem conseguir atender todas as crianças que precisaram. A quantidade de médicos é insuficiente para atender toda a demanda e muitas pessoas preferem ir trabalhar doentes, com medo das longas filas que chegam a mais de 7 horas em alguns casos. Nesta terça a UPA do Campo GRande foi fechada por conta de um conflito entre um paciente que esperava para ser atendido e um médico, que atendia muitos outros.

A situação piorou nos últimos meses, por conta dos cortes que afetou importantes unidades de saúde como o Hospital de Clínicas da Unicamp e se expressa em diversas outras cidades do Estado, onde o governo tucano congelou por dois anos os gastos com saúde e educação. O grande esquema de corrupção envolvendo o Hospital MUnicipal Ouro Verde, a OS Vitale e a prefeitura de Jonas (PSB) escancarou o descaso com a vida da população trabalhadora e pobre que depende do SUS. Enquanto milhões foram desviados da área da saúde, centenas de milhares de pessoas sofrem com suas consequências em Campinas.

Em meio ao processo eleitoral para governador de São Paulo, Márcio França, do mesmo partido de Jonas Donizette, o PSB, faz demagogia, mas esteve até o ano passado junto ao Alckmin e o próprio Doria atacando os trabalhadores de São Paulo. Em Campinas e em todo o país é preciso que a população, junto aos trabalhadores dos hospitais e unidades de saúde, exijam um SUS 100% estatal, sob seu próprio controle. A crescente iniciativa privada somente deu mostras de que busca lucrar e roubar os recursos públicos, às custas da vida da população.




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