EXTREMA DIREITA

Falidos atos pró-Bolsonaro tem boneco de Mourão e discurso de fraude

Um dia após os massivos atos contra a extrema-direita, apoiadores do candidato reacionário Jair Bolsonaro promoveram manifestações minúsculas, mostrando sua falência ao tentar se organizar.

segunda-feira 1º de outubro| Edição do dia

Um dia após os massivos atos contra a extrema-direita, apoiadores do candidato reacionário Jair Bolsonaro promoveram manifestações minúsculas, mostrando sua falência ao tentar se organizar. As pequenas manifestações, no entanto, já foram suficientes para demonstrar discursos asquerosos, como foi o de Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável. Além disso, na avenida paulista, eleitores do candidato de extrema-direita levaram um boneco inflável do vice do PSL, general da reserva Hamilton Mourão, verdadeiro inimigo das mulheres e trabalhadores.

Saudando Mourão, que defende o fim dos direitos trabalhistas, do 13º e que afirma que famílias sem recursos que não tem a presença de avôs e pais são “fábricas de desajustados”, apoiadores de Bolsonaro reafirmaram a possibilidade de fraude nas urnas. Em um carro de som, Eduardo Bolsonaro declarou que seu pai ganhará as eleições no primeiro turno: "A diferença será tão grande que será impossível qualquer possibilidade de fraude [da urna eletrônica]". Valorizando a polícia federal, civil e militar, disse que vai combater a violência e “afastar o comunismo do Brasil”.

Com um discurso completamente machista e misógino, o filho do presidenciável fez jus ao discurso repugnante do pai e declarou o absurdo de que “as mulheres de direita são mais bonitas do que as de esquerda. Elas não mostram o peito e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita têm mais higiene”.

Na manifestação também participaram o Major Olímpio, deputado federal (PSL-SP), um dos articuladores da campanha, e outros candidatos do PSL. Os falidos atos tiveram fim às 16h30, pois com o primeiro sinal de chuva, ainda com o céu claro, as pessoas se dispersaram. O evento na paulista teve um caso agressão a uma jornalista. A repórter Ana Nery, da Rádio Bandeirantes, foi agredida por um manifestante enquanto estava cobrindo o ato.

Enquanto ela falava com uma capitã da PM sobre o policiamento da área, um reacionário se aproximou e a agrediu verbalmente. Depois disso, ela pegou o celular para registrar o que estava acontecendo quando o homem deu uma cabeçada que atingiu seu celular. A policial que estava presente não prendeu o agressor, apenas o retirou do local. Apesar de ter sido afirmado que seria feito um Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar informou que não há nenhum registro de agressão no sistema que envolve a jornalista.

Os atos realizados domingo foram uma tentativa de respostas às massivas manifestações de mulheres contra Bolsonaro que ocorreram no último sábado (29). No entanto, foram completamente falidos, contando com pouquíssimas pessoas em alguns lugares do Brasil, bem diferente do que expressaram as manifestações contra a extrema-direita que lotou praças e centros históricos do país, reunindo centenas de milhares de pessoas.

As mulheres, junto com os trabalhadores, já demonstraram que são maioria e que podem combater o reacionário e asqueroso Bolsonaro. Esse combate, no entanto, não pode ser canalizado e se dar apenas pelo voto. A luta das mulheres não pode dar espaço à direita, para o PSDB, Rede, Partido “Novo” e precisa ser independente do PT, sem transformar todo o combate em palanque eleitoral para Haddad, que está acenando para o mercado e seguirá os ataques de Temer como a Reforma da Previdência, ou Ciro, que tem como vice uma latifundiária inimiga das trabalhadoras.




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