Juventude

OCUPAÇÕES

Faísca no Paraná pra incendiar o país

terça-feira 18 de outubro| Edição do dia

A Juventude Faísca desembarcou no Paraná pra acompanhar as já 690 ocupações de escolas que estão ocorrendo no Estado. Junto à universitários e professores que saíram na luta em defesa da educação nesta semana, os secundaristas mais uma vez mostram o caminho. Queremos acompanhar e divulgar cada passo dessa luta para que possa ser tomada como exemplo pela juventude de todo o Brasil, e chamamos a cercar de solidariedade ativa por todas as partes do país, para que resista à pressão e repressão dos governos e sirva de ponto de apoio para generalizar a resistência capaz de enfrentar os ataques golpistas.

O ano de 2016 marca uma nova situação no Brasil, com a consolidação do golpe institucional e fortalecimento da direita reacionária nas eleições municipais, o governo golpista e seus aliados buscam avançar na implementação dos ataques que vão retirar os direitos sociais da população para pagar a crise econômica, mantendo intacto os lucros dos empresários. Começando com a MP da Reforma do Ensino Médio e a PEC 241, um profundo ataque que congela os gastos, já bastante insuficientes, da saúde e da educação pelos próximos 20 anos.

A única forma de barrar ataques desta magnitude é com a auto-organização em cada escola e universidade. Neste sentido é fundamental que as entidades de base, grêmios, centros acadêmicos e DCE’s em toda parte organizem uma rede de solidariedade ativa às ocupações no Paraná. Enviando apoio, e principalmente, tomando seu exemplo para organizar e ampliar o debate sobre os ataques de Temer e quais as formas de se organizar, retomando os métodos históricos de luta da juventude e dos trabalhadores como assembleias, paralisações e ocupações. Esse é o primeiro passo pra que toda essa ampla a solidariedade e politização se consolide como um movimento ativo de resistência, que se unifique nacionalmente, se ligue aos trabalhadores e possa se enfrentar com os ataques governos que querem tirar o futuro de toda a juventude.

As ocupações do Paraná também nos mostram que nossa resistência não pode ter nenhuma confiança nas entidades burocratizadas como a UPES, UBES e UNE. Que sendo base de apoio dos 13 anos de governo de PT, mesmo quando este cortava bilhões da educação, não cumpriram um papel de organização de base. Agora, essas entidades aliadas do PTismo, buscam se ligar ao movimento de luta contra os ajustes, não para cumprir seu papel de articula-las nacionalmente e fazer a avançar a luta dos estudantes, criando um verdadeiro obstáculo ao projeto privatista e empresarial dos golpistas que visa acabar com a educação pública, mas servir mais uma vez ao PT, dando uma cara de combatividade e trabalhando para uma recomposição da confiança da juventude nesse partido que se aliou com a direita, para evitar uma nova derrota nas eleições de 2018 como a acachapante que sofreu nas municipais.

Envie para o Esquerda Diário o apoio de sua entidade, escola ou universidade às ocupações do Paraná.

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