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Faísca expõe na UFRN mural de debates sobre Chile, óleo no NE, educação e outros temas

Nesta quinta-feira, o corredor do setor 2 da UFRN teve suas paredes preenchidas por um mural de notícias, com temas políticos atuais como o retorno da luta de classes na América Latina e no mundo, a tragédia capitalista do óleo nas praias do Nordeste, o Future-se e a situação dos estudantes da UFRN atingidos pelos cortes de Bolsonaro, e a aprovação da Reforma da Previdência.

sexta-feira 1º de novembro| Edição do dia

O mural foi uma intervenção produzida pela juventude Faísca e pelo Esquerda Diário, com objetivo de promover debates e manter viva a discussão entre os estudantes do curso em meio a loucura dos trabalhos de fim de semestre. Veja aqui a intervenção e um resumo dos temas:

Escandalizou a todos o depoimento do porteiro do condomínio onde mora a família Bolsonaro no Rio de Janeiro que conta a chegada de um dos suspeitos de terem matado a vereadora do PSOL Marielle Franco, minutos antes do seu assassinato, ao condomínio, onde entrou sob autorização de Bolsonaro. Parte da intervenção foi dedicada a exigir a verdade sobre quem mandou matar Marielle através de uma investigação independente da justiça golpista e do Estado, que sequer da acesso à Monica Benício, companheira de Marielle, às investigações.

Os processos políticos no Chile, Equador e na Catalunha, foram destaque da intervenção, de modo que apontam o caminho com que podemos derrotar os ataques de Bolsonaro. Ele, assim como os atores do golpe institucional, como o STF e Rodrigo Maia, sabem que os ataques como a Reforma da Previdência apenas vai a arruinar ainda mais a vida das massas, vide a sua inspiração no “modelo chileno”, agora combatida pelas massas chilenas em uma mobilização extremamente radicalizada. A luta de classes se coloca como limite para o desenvolvimento dessa extrema-direita latino americana e uma muralha contra o saque imperialista na região.

O óleo nas praias do Nordeste segue chegando com novas manchas aparecendo em diversos estados, como no próprio RN, a cada semana. Bolsonaro, por sua vez, se diz isento de responsabilidade, não implementa de fato o Plano Nacional de Contingência, enquanto atribui a responsabilidade pela tragédia à Venezuela. Bolsonaro manda um recado aos monopólios imperialistas que participarão do leilão do pré-sal no dia 6 de novembro: seus lucros estão seguros, não importa o que fizeram com o meio ambiente.

O Future-se segue em debate entre Weintraub e os reitores das universidades federais, sofrendo alterações para tentar ganhar o apoio desses reitores a um projeto privatista e de financeirização das universidades. Enquanto isso, os estudantes da UFRN sentem o efeito dos cortes do governo, com diversas pessoas que dependem do auxílio alimentação ainda não terem recebido no mês de outubro, com diversos relatos de endividamento e fome. A reitoria agora diz que cortará bolsas de IC, de apoio técnico e extensão para seguir o pagamento desses auxílios, se o RU não voltar a funcionar em novembro.

Frente a aprovação da Reforma da Previdência e o silêncio ensurdecedor das centrais sindicais, sobretudo as dirigidas pelo PT e PCdoB (CUT e CTB), coloca na ordem do dia tirar as lições da luta do Chile para organizar as forças que possam passar por cima dessa burocracia traidora e apontar uma luta que não pare até reverter cada ataque aprovado por Bolsonaro e o golpismo.




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