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Faísca Unicamp impulsiona Oficina no XIII CEU contra a terceirização e as demissões da Funcamp

Nesta quarta-feira, 17h, vai acontecer como atividade do XIII Congresso dos estudantes uma oficina sobre terceirização com Silvana Araújo, dirigente da greve das trabalhadoras terceirizadas da USP e militante do grupo de mulheres Pão e Rosas, que vai compartilhar um pouco das lutas de lá em um momento que a Funcamp e a reitoria serão responsáveis pela demissão de 330 trabalhadores.

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terça-feira 15 de outubro| Edição do dia

Há alguns dias, como relatamos aqui, a reitoria de Marcelo Knobel será responsável pela demissão de 330 trabalhadores terceirizados, pelo fim do contrato entre a Unicamp e a Funcamp, fundação responsável pela terceirização dos serviço de nutrição. Essa medida é fruto da absurda CPI das Universidades do governo Dória que alega ter encontrado uma ilegalidade na licitação com a empresa e joga a conta nas costas das trabalhadoras. Querem colocar 330 famílias nas ruas em um momento de crise que vemos cada vez mais as taxas de desemprego crescerem enquanto o trabalho é ainda mais precarizado no governo Bolsonaro.

Na Unicamp os terceirizados não são nem reconhecidos como trabalhadores da universidade e o superintendente da Funcamp afirmou em uma entrevista que a Universidade não pode possibilitar contratação para "esse tipo de serviço". Os estudantes, no entanto, em uma assembleia universitária que ocorreu nesta terça-feira, 15, gritaram bem alto após a fala de um funcionário da Funcamp que não aceitarão nenhuma família na rua e logo depois seguiram para um pula catraca no Restaurante Universitário (RU) demonstrando amplo apoio à luta desses trabalhadores.

Frente a isso, a Juventude Faísca e o grupo de mulheres Pão e Rosas estão organizando uma oficina como parte do XIII Congresso dos Estudantes da Unicamp (CEU) que coloque em debate o tema das demissões e o que significa a terceirização no governo Bolsonaro. A atividade “Terceirização na Unicamp: quem paga pela crise no bolsonarismo?” contará com a presença de Silvana Araújo, dirigente da greve das trabalhadoras terceirizadas da USP e militante do grupo de mulheres Pão e Rosas, que irá trazer um pouco de suas experiências nas lutas na universidade e na importância da aliança dos trabalhadores com os estudantes no processo.

Conheça um pouco a história de Silvana:

A terceirização é um dos trabalhos mais precários e, no Brasil, ela tem rosto de mulher negra. É a face mais cruel da exploração capitalista que se apoia nas diferenças de gênero e raça para lucrar ainda mais. É a miséria que a burguesia oferece às mulheres trabalhadoras e que se aprofunda ainda mais em tempos de crise e em meio a um governo de extrema direita como o de Bolsonaro. Diminui os salários, demite, tira os direitos e separa ainda mais a organização sindical dos trabalhadores.

Os capitalistas têm o seu projeto bem explícito: querem descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e do povo pobre, nos fazendo trabalhar até morrer sem nenhum direito. Não podemos aceitar esse projeto que quer acabar com nossas vidas. Por isso, convidamos todos à oficina que ocorrerá amanhã, quarta-feira, 16, às 17h!

Confira o evento no Facebook: Terceirização na Unicamp: quem paga pela crise no bolsonarismo?




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