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Faísca - Secundaristas RMBH: “incendiar” as escolas em defesa da educação

Secundaristas da Região Metropolitana de Belo Horizonte fazem chamado a massificar e unificar as lutas pela educação desde a base, seguindo o exemplo da onda de ocupações de escolas que já conta com mais de 200 escolas ocupadas, com grande concentração no Paraná.

quinta-feira 13 de outubro| Edição do dia

Foto: estudantes da E.E. Helena Guerra, de Contagem, em mobilização contra a reforma do ensino médio.

Diante do governo golpista que já vem fazendo ataques à saude e educação, milhares de jovens vêm se mobilizando por todo o país, com centro no Paraná, onde os estudantes secundaristas já ocuparam mais de 210 escolas contra a “reforma” do Ensino Médio e outros ataques à educação. Também há sete ocupações no Rio Grande do Sul, cinco no Rio Grande do Norte, uma em Goiás, e ocupações no Mato Grosso, Brasília, São Paulo, Alagoas e Pernambuco.

Os secundaristas de Contagem e da Região Metropolitana de Belo Horizonte vêm demonstrando também sua disposição de luta, e há duas ocupações secundaristas em Belo Horizonte, primeiro o Colégio Estadual Central (a E.E. Governador Milton Campos) e depois a E.E. Professor Ricardo Souza Cruz. Em Contagem a mobilização dos estudantes da E. E. Helena Guerra, com o grêmio Margem Esquerda à frente e apoio de professores, também foi um claro posicionamento contra a MP 746 que ataca o ensino médio e contra o reacionário projeto da “Escola sem partido”. A cobertura do dia de discussões viralizou pelo Esquerda Diário com mais de 230 mil visualizações do vídeo e milhares de acessos ao texto. Isso mostra um pouco do enorme apoio da população e da disposição de luta instalada amplamente na juventude cheia de vontade de lutar.

Neste processo que é iniciado pela juventude, é preciso que os passos a serem dados envolvam o máximo de conscientização e democracia possível, e para isso é necessário repetir em cada escola e aprofundar esse grande exemplo dos estudantes da E. E. Helena Guerra, organizando assembleias de base com ampla divulgação e participação estudantil, e a partir daí organizar atos conjuntos, construir solidariedade às ocupações existentes e avançar em dias de paralisações e luta desde a base em defesa da educação atacada pelo governo golpista de Temer e montada por jovens em peso, buscando também os professores e trabalhadores da educação para fortalecer a aliança entre jovens e trabalhadores, que é a única que pode questionar o conjunto de medidas do governo rumo à uma greve geral.

Chamamos os grêmios – onde existem – e todos estudantes a se organizarem, e que a AMES-BH (Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas) e a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) organizem imediatamente atos e paralisações a partir de assembleias de base, em apoio às ocupações de BH e do Paraná, rumo a uma grande luta que pare as escolas com ocupações em Contagem, Belo Horizonte e região.

Seguindo o exemplo dos estudantes do Paraná que já ocupam mais de 300 escolas, há que fortalecer a luta contra o governo golpista do Temer e seus ataques, mantendo independência em relação ao PT do governador Fernando Pimentel e ao PCdoB do atual prefeito de Contagem, Carlim Moura. Contra o governo golpista que ataca a educação e a saúde, apenas a luta da juventude junto aos trabalhadores pode barrar esses ataques, já que na educação o PCdoB na prefeitura mostrou que só tem bombas e repressão como na greve dos professores da rede municipal. A PEC 241 foi aprovada em primeiro turno na câmara e todos os governantes comemoram – pública ou silenciosamente – que poderão “economizar” tanto por 20 anos nos gastos sociais, enquanto jamais questionam seus imensos salários e os lucros de seus amigos empresários.

O método das ocupações estudantis foi como os secundaristas de São Paulo derrotaram o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e barraram a reorganização escolar naquele estado em 2015. Além disso tinham o “Comando das Escolas Ocupadas”, formado por representantes eleitos por escola (e revogáveis a qualquer momento), que dirigiam a luta com total democracia e representando o conjunto dos estudantes em luta. Sigamos esse exemplo: façamos como no Paraná! Abaixo os ataques à educação!




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